Victoria Ontem não foi real. Não pode ter sido. Deve ter sido algum tipo de pesadelo — um tormento do qual eu ainda não consegui acordar — porque, se foi real, significa que fui realmente sequestrada. Fui realmente agredida. E isso... isso é insuportável demais para aceitar. Não quero que seja verdade. Quando fecho os olhos, as pálpebras ardem como se estivessem em carne viva, mas não há mais lágrimas. Chorei todas ontem, nos braços de Giovanni. Chorei até não sobrar mais nada quando ele me segurou na cama, me embalando com um cuidado que eu não sabia que existia nele. Depois, quando acordei com o estômago revirado, vomitei e me arrastei de volta para o chuveiro. Tentei lavar a pele até ficar vermelha, até quase me desfazer. Tentei apagar as sensações fantasma que ainda rastejam

