Capítulo 18

1499 Palavras
Após termos passado na imobiliária e termos assinado o contrato de aluguel por um ano e termos pagado dois meses adiantados, passamos no banco onde eu fiz o deposito do dinheiro que eu recebi ontem na minha conta bancaria, e finalmente passamos em uma lanchonete onde tomamos o nosso café da manhã que já era quase almoço, para em seguida voltarmos para o nosso quarto do hotel, onde passamos a arrumar as nossas malas, para podermos mudar amanhã mesmo, antes que a nossa conta acabe ficando mais alta aqui. Poderíamos ter nos mudado hoje mesmo, mas como foi tudo muito corrido e ainda temos que estar na boate as seis horas, não daria tempo de ir e voltar, então mantivemos tudo arrumado essa noite, para que possamos nos mudar quando os primeiros raios do sol aparecer. [°°°] Assim que entramos na boate no mesmo horário de ontem, o movimento ainda é bem pouco, mas como estamos falando cidade do pecado e estamos em uma boate que abre todos os dias, eu imagino que daqui a pouco este salão estará movimentado. Igual a noite passada, assim que eu entrei no camarim eu encontrei uma caixa branca com fita preta à minha espera, e desta dentro dela tem um macacão curto modelo corpete que cobre somente a metade da minha b***a na cor vermelha, ele é modelo tomara que caia e o seu decote é em “V” um pouco profundo, e para deixar o macacão mais charmoso, ele tem rosas vermelhas e pretas coladas na área dos meus s***s, assim como nas laterais dos meus quadris. Junto com a roupa veio luvas vermelhas transparentes que vai um pouco mais abaixo dos meus cotovelos, e para os meus pés, veio um par de botas cano baixo com salto agulha também na cor vermelha, e como da última vez, também veio uma joia para o meu pescoço. - Isso não tem cara de bijuteria comprado na feira. – Clara fala atrás de mim, enquanto olha o colar que é só um, mas parece ser três por causa das três correntinhas e três pedrinhas vermelhas, que descansa perfeitamente no meu pescoço e início do colo. – Ontem ele te deu um colar de diamante, então eu acredito que essas pedras são rubis. - Eu não posso aceitar essas coisas, eu nem se quer sei aonde devo usar isso. – Falo tirando os meus olhos do meu reflexo do espelho, e ficando de frente para a minha amiga. – Hoje mesmo eu vou entregar o diamante e esse colar para ele. - Um lado meu quer te chamar de boba, e mandar você ficar com o colar. – Clara faz uma pausa para suspirar. – Mas um outro lado meu, e que imagino que seja o lado mais esperto, acha que o certo a se fazer é entregar os colares, pois eles podem acabar tendo um preço muito caro futuramente. - Então vamos com toda seguir esse seu lado esperto. – Falo olhando para o colar de diante na minha mão, e depois olhando para a minha amiga novamente. – Nos vemos mais tarde. - Até mais tarde. – Ela concorda, e quando saímos do camarim, cada uma seguiu para um lado, ela vai para o salão principal e eu vou para a mesma sala branca de ontem. Antes de entrar dentro da grande caixa de vidro, eu passo no sofá onde o meu cliente ira se sentar e deixo o colar de diamante ao lado do controle que ele irá usar. E quando eu finalmente entro na caixa, leva mais ou menos três minutos para a porta ser aberta e por ela passa o homem misterioso usando calça jeans escura e uma camisa social preta com os quatro primeiros botões aberto. - Boa noite Agatha. – Ele me cumprimenta enquanto fecha a porta, porém os seus olhos estão passando por todo o meu corpo. – Devo dizer que vermelho é a cor perfeita para você, você está magnifica. - Boa noite, e obrigado senhor...? – Eu tento fazer com que ele se apresente formalmente para mim. - De nada. – Ele me responde, mas não me diz o que eu desejo saber, e com passos confiantes, ele anda até o sofá e ao se sentar ele encontra o colar, que parece bem delicado quando ele pega com a sua mão grande. – Por que esse colar está aqui? - Não irei respondê-lo, enquanto não souber o nome do homem que está controlando a minha vida dentro desta boate, e que colocou dois outros homens para me seguir. – Descido parar de dar voltas, e resolvo ir direto para o assunto principal. – Qual é o seu nome? - Sabe, eu te paguei muito bem na noite passada, bem o suficiente para que você possa morar em um bom bairro, mas imagina a minha surpresa ao saber onde você foi parar essa manhã. – Ele fala se acomodando mais no sofá, e para parecer mais confortável, ele coloca os seus braços esticados nas costas do sofá. – Não foi o suficiente para você? - Você pagou muito bem na noite passada, mas eu tenho responsabilidades que não me permite viver no luxo. Mas para você saber, eu não sabia sobre a fama daquele bairro, e por sorte a corretora conseguiu um lugar melhor para mim. Mas você já deve saber disso, você mandou dois homens me seguir. – Falo jogando meu cabelo para trás enquanto reviro os olhos. – Você ainda não me respondeu, qual é o seu nome? - Isso vai ser interessante. – Ele abre um sorriso de lado enquanto cruza os braços, e me olho bem nos olhos. – O meu nome é Vincenzo Beneventi. - Beneventi? – Pergunto mais para mim mesma do que para ele, enquanto tento me lembrar da onde ouvi esse nome, e quando me lembro, sinto os meus olhos se arregalarem. – Beneventi é o nome do dono do apartamento que eu aluguei! Você é o dono? - Vamos se dizer que eu sou dono do prédio inteiro. – Ele fala com tanta calma, que parece que ele está falando do clima. – Não foi difícil achar um lugar seguro para você morar. - Você está brincando? Você não pode interferir na minha vida assim! – Ando para mais perto do vidro e aponto o dedo para ele. – Você não tem esse direito, eu não te dei essa liberdade. Pode esquecer, eu não vou morar no seu prédio. - Na verdade, você vai morar lá sim. – Ele passa a mão no queixo, enquanto o sorriso ainda se encontra nos seus lábios. – A não ser que você queira quebrar o contrato que você assinou, e queira pagar um ano de aluguel. “Droga, ele me cercou. Por causa do contrato eu estou presa a ele por um ano.” Penso enquanto o encaro. - Foi o que eu imaginei, como você disse, você tem responsabilidade que te impede de esbanjar dinheiro sem necessidade, então você não vai jogar um ano de aluguel fora. – Ele fala vitorioso. – Então, por que o colar que eu te dei está aqui? - Porque eu não preciso de um colar de diamante. – Falo e aponto para o meu pescoço. – E nem preciso de um colar de rubi. Eu quero devolver os dois. - Felizmente eu terei que recusar. – Ele se levanta deixando o colar no lugar que eu coloquei, e começa a tirar do seu bolso um bolo de dinheiro maior do que o de ontem. – Os colares e as roupas são presentes, e presentes não se devolve. Esse dinheiro é seu pagamento por hoje e por amanhã. Amanhã eu não estarei aqui, então você não precisa vir. - Por que você está me pagando se eu não dancei? E por que está me pagando por amanhã se eu não vou vir? – Pergunto confusa. - Estou pagando pela sua companhia, e também pelo fato de que eu sou bem gentil com aqueles que eu simpatizo. – Ele me responde dando de ombro, para em seguida andar até a porta. - Os seguranças, eu quero que eles parem de me seguir. – Falo antes que ele possa partir. - Vou ter que recusar o seu pedido, eles vão continuar te seguindo. – Ele me responde de costas para mim. - Por que? Você é um homem casado e está com medo de que eu surte e vá atrás da sua esposa, e por isso esses homens estão atrás de mim para me impedir? – Pergunto a única coisa que faz sentido nisso tudo. - Eu não sou casado, e eles estão aqui pela sua segurança, e vão continuar te seguindo. – Ele vira um pouco a cabeça para poder me responde, mas logo volta para a porta e a abre. – Tenha uma boa noite, Agatha. E como ontem, ele sai pela porta me deixando para trás confusa.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR