Capítulo 20

1064 Palavras
Um capitulo vai e ou vem na televisão, mas cada vez que os personagens da série aparecem comento alguma coisa, a minha barriga começa a reclamar por falta de comida, e apesar de já ter comido o lanche que compramos, ele não foi o suficiente para tampar o buraco n***o que está se formando no meu estomago, e como ainda não fizemos a compra do mês, eu não vejo outra alternativa a não ser sair para comprar alguma coisa em um mercadinho ou loja de conveniência, então eu me levanto do sofá, vou até o meu quarto, substituo o meu pijama por um conjunto de moletom e tênis pego o cartão na minha carteira, e ao passar pela sala, eu pego o meu celular e sigo para fora do apartamento, onde o tranco atrás de mim e faço o meu caminho até o saguão do hotel. Quando chego na porta do prédio e olho na direção do carro preto dos meus "seguranças", eu vejo que eles estão tendo uma conversa animada e nem se quer notaram a minha presença, então como eu vou basicamente para o outro lado da rua, eu não vejo necessidade de chamá-los para me seguir, então sem fazer muito alarde, eu sou a volta no prédio é saio pelo portão dos fundos. Como ainda é nove horas da noite, tem alguns movimentos nas ruas que estão sendo muito bem iluminadas pelos postes de luz, então eu ando sem preocupação até a lojinha mais próximo, e lá eu compro salgadinho, um Cup Noodles, duas latinhas de refrigerantes e chocolates, e após efetuar o pagamento, eu saio lojinha e olho para os dois lados da rua, para poder ter certeza que estou seguindo o caminho certo, mas em algum momento da minha trajetória até meu apartamento eu tenho pressentimento de que tem alguém me observando, e não gostando nada disso, eu acelero os meus passos e é nesse momento que eu consigo ouvir passos rápidos atrás de mim, e sendo movida pelo medo, eu acabo virando na primeira rua que aparece, e a pessoa que está atrás de mim acaba fazendo o mesmo. Sentindo o pavor dentro de mim ficando cada vez mais forte, eu vou entrando nas ruas que parece um labirinto para quem não conhece nada, e neste caso sou eu que não conheço nada. Mas assim que eu viro outra rua, eu percebo que acabei de cometer um erro enorme pois é um beco sem saída, e quando eu me viro para correr para outra rua, a pessoa de preto encapuzada está na minha frente. - Você pode levar tudo, só por favor não me machuca. – Peço levantando as minhas mãos tremulas, enquanto a sacola escore pelo meu braço. - Quieta, eu tenho um aviso para o seu namoradinho. – O homem fala subindo a mão pelo meu pescoço, até os seus dedos entrar no meu cabelo e quando ele fecha os seus dedos, ele puxa meu cabelo pelo couro cabeludo com força assim fazendo com que a minha cabeça incline para trás e por instinto por causada dor a minha mão vai até a sua na intenção de afastar. - Que namorado, eu não tenho namorado. – Eu falo sentindo os meus olhos se encher de lagrima por causa da dor. – Pelo amor de Deus, você pegou a pessoa errada. - Eu tenho certeza que eu peguei a pessoa certa, senhorita Campos. – Ele fala puxando o meu cabelo com mais força e começa a andar para mais fundo do beco, e assim me obrigando a andar junto com ele. – Ou vai me dizer que você não é Agatha Campos? - Eu sou, mas eu juro por Deus que eu não tenho namorado. – Falo com a minha voz já embargada. - E pecado fazer um juramento usando Deus, quando está contando uma mentira. – O homem fala me jogando na parede. "Olha quem está falando sobre pecado, um homem que acabou de agarrar uma mulher pelo cabelo, e está prestes a fazer sabe sei lá o que." Mesmo no desespero, eu não consigo deixar a ironia de lado. - O que você vai fazer comigo? – Pergunto encostada na parede, da mesma forma que ele me jogou. - Primeiro vou marcar esse seu lindo rosto. – Ele fala para em seguida dar um tapa forte no meu rosto, que me faz cair no chão, para em seguida de abaixar na minha altura. – E depois o seu belo corpo, e depois disso, você vai dizer ao Beneventi, que Kirill Kalimulin, quer as mercadorias dele de volta. "Beneventi, isso é sobre o Vincenzo? O que ele roubou?" Os meus pensamentos estão a mil por horas, mas agora eu tenho que me preocupar em sair viva e inteira daqui, eu me n**o ser abusada sem lutar. - Eu prefiro morrer, do que deixar as suas mãos nojentas tocar no meu corpo. – Falo entre dentes. - Se você prefere assim, o seu corpo frio também será um bom recado. – O homem encapuzado se levanta, e da sua cintura ela tira uma arma e aponta a mesma na minha cabeça. – Suas últimas palavras? - Vai para o inferno. – Falo fechando os meus olhos, e quando ouço o barulho do tiro o meu corpo treme, mas eu não sinto nem uma dor, mas posso ouvir um baque no chão, assim como um gemido rouco. - O recado está dado, mas eu tenho um outro para o seu chefe. – Ouço a voz do Vincenzo, mas eu me sinto sem coragem de abrir os meus olhos. – Leva esse i****a para o galpão, e mostre para ele o que acontece quando um russo invade a minha cidade e pega o que é meu. O mantenha vivo até um dos meus irmãos ou eu chegar lá. - Sim chefe. – Uma voz desconhecida fala. - Agatha, acabou, pode abrir os olhos. – Sinto alguém se abaixando na minha frente, e logo sinto mãos geladas tocando em cada lado do meu rosto. – Eu estou aqui com você. Aos poucos eu abro os meus olhos, e quando vejo os olhos claros e o cabelo bagunçado escuro do Vincenzo, parece que todas força que eu tinha sumiu e a minha visão escurece, e antes que o meu corpo possa bater no chão, eu sinto os seus braços me segurar.
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