Capítulo 8

1761 Palavras
Por insistência e teimosia da Clara, na nossa primeira noite em Las Vegas fomos passear pelas ruas agitadas e muito bem iluminada, mas diferente de muitas pessoas que se encontra na cidade do pecado por diversão, Clara e eu estamos aqui a trabalho, então consequentemente a gente não tem dinheiro para gasta descontroladamente, em um cassino ou em um restaurante cinco estrelas, então tudo o que pudemos fazer foi apreciar. Durante a nossa aventura de explorar a cidade, descobrimos que aqui tem uma ferinha igual aos do Brasil, mas não é essas ferinhas de frutas, e sim ferinhas que vende roupas, lojas com marcas desconhecidas, bijuterias, languentes, pequenos quiosques com comidas fáceis e rápidas, tem até mesmo os camelos vendendo bolsas e blusas personalizadas iguais às que vemos no Braz, mas como ainda estamos falando de Las Vegas e não Brasil, obviamente essa ferinha é enorme e além de ter várias maquinas de jogos tem vários cassinos bem iluminados. Além dos belos cassinos, também tem casas de shows com grandes cartazes mostrando os mágicos que estarão se apresentando ali. Como os únicos lugares que podemos comer sem gastar muito são os fast food, acabamos comendo um lanche no McDonald's, e Clara com a sua teimosia de querer sentir pelo menos um pouco da sensação de jogar em Las Vegas, antes de voltarmos para o nosso quarto de hotel, ela deixou cinquenta dólares em uma máquina de casanik. - Devemos pedir o nosso café da manhã aqui no quarto? – Clara me pergunta, assim que acordamos com a claridade do dia seguinte batendo nos nossos rostos. - Não, vamos atrás de algum lugar que possamos comer em um valor razoavelmente bom. – Falo enquanto me sento na cama, e jogo o meu cabelo embaraçado para trás. – A gente tem que ir atrás de um lugar para morar, e ainda nem sabemos ao certo se teremos um trabalho aqui. Infelizmente a gente não tem condições de ficar luxando por aqui. - Realmente, você está certa, temos que nos ficar nas coisas importantes primeiro. – Clara concorda comigo enquanto se senta na sua cama, e olha para a porta do banheiro. – Quem vai tomar banho primeiro? - Pode ir primeiro, eu vou aproveitar que já é de tarde no Brasil, e ligarei para a minha mãe para que ela possa saber que ainda estamos bem. – Falo pegando o meu celular na mesinha de cabeceira da minha cama, para em seguida me dirigir até a grande janela de vido do quarto. - Tudo bem. – Minha amiga concorda se levantando da cama, para poder começar a procurar suas roupas e tomar banho. Em quanto olho para as ruas já sem todas as aquelas luzes ligadas, eu disco o número da minha mãe, e espero ela me atender. [...] Por sorte não tivemos que andar muito para achar uma cafeteria, que na verdade se parece mais com uma lanchonete, mas como os preços das coisas estão razoavelmente bem, não temos muito do que reclamar. Como aqui nos Estados Unidos as pessoas não almoçam por causa do seu café da manhã reforçado, então o meu café da manhã teve que ser Ovos Benedic, que é nada mais que ovos, presunto e molho holandês, e toda essa mistura vai em cima de uma fatia de pão, e para beber, eu acabei optando por um suco de laranja. Todo o tempo que eu dava uma mordida no meu pão cheio de coisa, eu só pensava em comer um bom pão na chapa com manteiga derretida e um maravilhoso café preto forte. Como Phoebe ficou de mandar alguém ir nos buscar, então não pudemos ficar muito tempo fora do nosso quarto, mas quando o relógio marcou uma hora em ponto, um homem alto vestido de preto, veio nos buscar e nos levar até a boate aquela que poderá ser a nossa chefe, está a nossa espera. Assim que chegamos no grande salão com um grande palco, algumas mesas grandes com barra de pole dancem no centro, alguns sofás pretos nos cantos e o bar no centro. Eu achei que assim que entrássemos aqui, encontraria o lugar com alguns homens se divertindo vendo as mulheres dançando, mas não foi isso que aconteceu, no grande salão só se pode ver aqueles que trabalha aqui, mulheres ensaiando no palco e um único homem no bar bebendo alguma coisa, e pela cara de tedio do mesmo, parece que a sua bebida está mais interessante do que as mulheres. - Meninas, sejam muito bem-vindas. – Uma voz feminina falando português atrai a nossa atenção para uma mulher alta, loiro, usando um vestido preto rendado, com batom e unhas vermelhas e aparentando está na casa dos quarenta, vem em nossa direção enquanto sorri. - Obrigada. – Clara e eu agradecemos juntas. -Eu sou Phoebe Field, a responsável pelas dançarinas da boate Luxury Lust. – A mulher se apresenta para a gente, após dar um beijo em nossas bochechas. – Vocês devem ser Agatha e Clara, certo? - Certo. – Eu concordo sorrindo. – É um prazer conhecer a senhora. - Por favor, me chame somente de Phoebe. – Ela sorri de volta para mim. – Eu acredito que quando nós tratamos pelos nossos nomes, nos tornamos pessoas próximas, e é isso que eu gosto de ser para todas as minhas meninas, uma amiga e uma conselheira. - Claro. – Clara concorda. – Você também é Brasileira? O seu português é perfeito. - Não, eu nasci em Vegas mesmo, mas pelo meu cargo de trabalho, eu tive que aprender vários idiomas. – Phoebe se explica. – Vem mulheres de vários cantos do mundo trabalhar aqui, e muitas não sabem o inglês, então eu acabo sendo o único meio de comunicação delas. - Entendo. – Digo enquanto os meus olhos passam novamente pelas mulheres no palco, e realmente algumas tem características de seus países. - Bom, vamos nos sentar que eu explicarei um pouco do trabalho de vocês. – Phoebe aponta para um dos sofás do canto, e anda na nossa frente para que possamos segui-la. Como o sofá escolhido é pequeno mais em formato de “L”, Clara e eu nos sentamos de frente para a mulher de preto. - Você quer dizer que o trabalho já é nosso? – Clara pergunta empolgada. - Exatamente. – Phoebe confirma. - Mas você nem viu se sabemos dançar. – Falo achando isso estranho, não que eu esteja reclamando. - O que conta para esse trabalho, é a sua beleza. Se você é bonita e não sabe dançar, acredito que poderemos dar uma aula básica. – Phoebe da de ombro enquanto fala. – Sempre damos preferência para a beleza, é por isso que pedimos fotos de vocês antes de mandarmos as passagens. - Claro, faz todo sentido. – Comento balançando a cabeça. - Bom, temos algumas vagas na dança em áreas diferentes, então irei explicar as que estão disponíveis. – Phoebe arruma sua postura no sofá, para em seguida cruzar as pernas. – A primeira área é o Customer Wish Dance, essa dança e nada mais do que a dançarina cumprir todos os desejos do cliente, o cliente escolhe a música que dançarina dançara, escolhe as roupas que ela usara e também escolhera a dança que ela terá que fazer para ele, resumindo, o trabalho da dançarina será realizar todos os desejos do cliente, porém como presamos a segurança das nossas meninas, elas fazem essa dança dentro de uma pequena sala de vidro que tem no quarto, e o cliente jamais poderá tocar o vidro, enquanto a dançarina estiver lá dentro. - E se o cliente tocar? – Eu pergunto. - Ele será expulso do clube e terá que se entender com o chefe. – Phoebe me explica. – A próxima dança e as performances que acontece no palco principal, algumas vezes sempre acontece em grupo, mas muitas gostam de ter os minutos solos, e se por um acaso uma dançarina agradar algum cliente, eles podem te convidar para uma dança solo particular, seja em um quarto, na sala de vidro, nos sofás ou em uma das mesas de pole dance. Também temos as dançarinas de mesa, que são aquelas que dança para um pequeno grupo de homens que estão na mesa, e pôr fim a área mais desejada que é a área VIP, onde os clientes têm as suas dançarinas fixas e eles pagam bem mais para ter a atenção delas exclusivamente para eles, mas para conseguir essa aérea, vocês têm que chamar a atenção de pessoas ricas e importantes. - A gente tem que somente dançar para eles, certo? – Pergunto quando me sinto em dúvida, já que muitas vezes ela fez entender que muitas dançarinas fazem muito mais que dançar. - Somente dançar. – Phoebe me responde com confiança, e logo em seguida uma mulher para ao seu lado e fala alguma coisa em seu ouvido. – Meninas, infelizmente eu tenho uma reunião agora, mas eu já expliquei as áreas que vocês poderão escolher atuar, hoje as seis horas vocês vêm até aqui para poder me dizer a área que vocês escolheram, e poderem ver como tudo realmente funciona, para amanhã mesmo vocês começarem. - Clara, obrigada por tudo. – Clara agradece. - Imagina, assim que vocês passaram por aquela porta, vocês se tornaram novos membros da nossa família. – Phoebe se levanta, e isso faz com que Clara e eu nos levantemos também. – Bom, eu irei deixar vocês na mão da Monica que também é uma dançarina da Boate, ela irá tirar qualquer dúvida que vocês tenham, e irá mostrar toda a boate para vocês. - Tudo bem, obrigada novamente. – Desta vez sou eu que agradeço. - Família uma ova. – Monica fala baixinho, quando Phoebe se afasta. – Prestem bastante atenção nas meninas do palco, nem tudo aqui é rosas. Sem dizer uma palavra se quer, eu faço o que a Monica pediu, e quando Phoebe parou de frente para o palco, uma das dançarinas começou a negar rapidamente com a cabeça enquanto passava os dedos nas suas bochechas, e enquanto ela se mantem negado, o homem que antes estava no bar, pega a dançarina pelo braço, e a arrasta para o fundo do palco, e sobre os seus saltos finos, Phoebe os segue elegantemente. - O que está acontecendo? – Eu pergunto olhando para Monica. - Isso acontece quando você passa a dever muito dinheiro para a boate. – Ela me responde. – Eles vão fazer ela pagar a suas dívidas, seja por bem ou por m*l.
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