Castigo

1529 Palavras
Farias Bom sou o Farias, muitos anos nessa grande caminhada que é a vida, conhecido dês de menor pelos favelas e comunidades, sou cria aqui da Rocinha desde sempre, entrei na vida do crime desde que me entendo por gente, ainda molecote mermo, eu já tava nessa caminhada. Hoje sou sub chefe aqui do morro, sou braço direito do Johny. Ja passei muito sufoco pra chegar no patamar que estou hoje e é por isso que curto a vida e desfruto de tudo isso sem pensar no amanha, até porque o amanhã pode não chegar, nessa fita aí eu tou ligado, tamo só de passagem, e a qualquer momento pode ser vala. enquanto isso sigo assim, curtindo, ostentando, fazendo o que eu sei de melhor. Tenho fiel tá ligado, a Gabriela, tá comido a mó tempão, tenho duas crias também fruto dessa relação. Nossa relacionamento hoje é baseado por conta das crianças, a verdade que nessa vida não tem como se apagar a ninguém não, já fui muito apaixonado por ela, hoje em dia esse sentimento não existe mais, porém não consigo largar, tem várias fitas no meio, sou possessivo com o que é meu e se tem uma coisa que a Gabriela é, é minha, não abro mão nem fudend0, e assim ela vai levando a vida ao meu lado, vive no luxo mermo, tem nem do que reclamar. (...) Bailão tá daquele jeitão tá ligado, só piranh@ de qualidade ali, tava na onda já, drogado até o talo, fazer o quê? é assim que eu gosto de viver. Tudo numa paz até a Gabriela inventar de que queria descer lá baixo, fazer que porr@ lá ? só faz os bagulhos pra atribular a mente do cara, sem neurose, papo reto se não é isso , Gabriela ama me testar pô, testa meus limites até eu quebrar ela, só assim pra aquietar a porr@ do c#. Já fiquei de olho né, não confio nessa cachorra. Botei os meus pra ficarem atentos a cada movimentação dela, e no final deu em quê? deu em merd@, tou falando que essa diaba gosta é de atentar. Na agonia botei ela pra vazar pra casa, meu bagulho com ela eu resolvia depois, o viado que ousou chegar perto do que é meu eu mermo matei com um tiro certeiro na cabeça, botei pra descer de tobogã fiote. Voltei pro camarote, não ia estragar minha noite nem fudend0. - Qual foi que rolou lá em baixo ? deu merd@?_ O Cleiton pergunta. - Gabriela pô, aprontando, sempre aquela cachorra._ Falo e travo. maxilar, tou pá ódio com essa porr@, vagabund@ deixou aquele arrombado encostar nela. - Tu e a tua mina só vive em pé de guerra também, put@ que pariu, libera a mina logo pô. - Nem fudend0, só saí do meu lado mort@, ela não vai sair por aí vagabundando mermo._ Ele n**a com a cabeça. - Tu que sabe dos teus bagulhos, não vou me meter nessa porr@. - Não se meta mermo que eu não me envolvo nos teus bagulhos, não se envolva nos meus._ Ele me encarou serinho, tou ligado que o patamar mais alto é dele, mas f**a-se, tou dando ideia de sujeito homem mesmo, meus bagulhos com a minha mulher não cabe a ele, assim como os dele com a mulher dele não cabe a mim, cada um no seu quadrado sem agonia nenhuma! ... 6 Da manhã foi o horário que eu voltei pra casa, curte a noite como ela merecia, comi várias piranh@s, cheirei pô, fumê maconha, bebi que só o caralh0, eu tava embrazado mais que tudo. Cheguei em casa subi diretamente as escadas, cheguei em frente ao quarto da Gabriela girei a maçaneta, tava trancada, sorte dessa filha da put@ é que eu tou cansado pra um caralh0, mas se ela acha que trancando a porta vai me impedir de dar um corretivo nela, ela tá muito enganada. Ela não vai me escapar não, mas agora eu só quero tomar um banho e me jogar na cama, mais tarde eu resolvo esse bagulho. E assim eu fiz, tomei meu banho, me joguei na cama e apaguei. *** Acordei no dia seguinte com a luz do sol batendo nos meus olhos, abri o olho lentamente, put@ que pariu, minha cabeça tava parecendo que ia explodir mané, cê loco tiu. Me levantei e fui diretamente para o banheiro, tomei um banho para terminar de acordar, tava com uma fome do caralh0 e também tava com a minha cabeça em uma negocinho que eu tinha pra resolver. Já de banho tomado, me vesti e saí do quarto descendo as escadas, já era meio dia pô, acordei tarde pra caralh0, mas também cheguei já de manhã, tem nem como . Cheguei já cozinha estava todos já sentados almoçando, meus filhos e a cachorra da mãe deles. - Oi meus amores._ Falei. - PAPAAAAI._ A minha princesa grita e vem ao meu encontro pulando no meu colo, essa menina é um grude comigo pô, me ama pra caralh0, já o Ravi onde tava continuou. Peguei a Rafa no colo e dei um beijo no seu rosto. - Tava com saudades do papai princesa._ Ela concorda com a cabeça me abraçando, até parece que vou fugir. Caminhei até a mesa e coloquei a Rafaela sentada na cadeira, fui até o Ravi e baguncei o cabelo do mermo. - E aí moleque, não fala com teu pai não?_ Falo passando por ele. - Oi pai._ Hi, tou dizendo, esse aí é mais chegado a mãe. Me sentei e a Rose já veio com um prato . - Bom dia patrão. - Bom dia Rose._ Ela coloca o prato na minha frente e eu comecei a me servir, a Gabriela toda sonsa, nem pra minha cara olhou, tava ajudando os meninos a comer, toda hora me olhando de lado, eu fingi demência, ela tá achando que eu sou otario, que vai passar batido a patifaria que ela fez ontem, mais nem fudend0. Terminei de comer, me levantei e fui andando, quando passei do lado dela falei. - Levanta e vem comigo._ A mulher me olhou com os olhos arregalados, é filhona, quem brinca com fogo sabe que pode se queimar. - Eu estou terminando de dar comida aos meninos. - Deixa eles aí que a Rose termina._ Ela tentou argumentar novamente mas cortei ela na hora. - Já mandei tu levantar e vim comigo, não me estressa nessa porr@._ Ela respira fundo e se levanta, assim que eu gosto, fui na frente, subi as escadas com ela logo atrás. Parei na frente do seu quarto abri a porta e dei passagem para ele entrar. - Farias... - Entra Gabriela._ Ela ficou parada por alguns segundos me olhando, ela sabia que não tinha pra onde correr e não ser encarar os fatos de uma vez por todas, então ela entrou. Entrei logo atrás e tranquei a porta, ela se vira me olhando. - Farias por favor me deixa explicar..._ Desci o braço com tudo na cara dela fazendo a mesma cair no chão. - VOCÊ TÁ ACHANDO QUE EU SOU O QUÊ HEIN CARALH0? TA ACHANDO QUE VAI ME PASSAR COMO CORNO NESSA PORR@?_ Agarrei ela pelos cabelos levantando a mesma do chão e joguei ela em cima da cama. - AGORA TU VAI APRENDER A ME RESPEITAR E NUNCA MAIS QUERER DAR UMA DE ESPERTA PRA CIMA DE MIM, SUA VAGABUND@._ Fala socando ele sem pena, só socadona de qualidade pelo meio da cara. Ela gritava, chorava. - POR FAVOR FARIAS PARA, EU NÃO FIZ NADA, ME PERDOA. - VOCÊ É UMA VAGABUND@ GABRIELA, UMA PUT@, MAS HOJE EU VOU TE ENSINAR A SER MULHER E RESPEITAR O MACHO QUE TEM. Bati com gosto, quando ela já tava com o rosto sangrando eu parei os socos e tirei a chinela daquelas Kennedy do pé e comecei a bater pelas suas pernas, braços, coxa, cada chinelada era uma marca. Pele branquinha, marca na hora mermo. - POR FAVOR, PERDÃO, EU NÃO FAÇO MAIS, ME PERDOA._ Ela chorava de soluçar. Quando eu julguei está bom eu parei. - Tu ta de castigo nessa porr@, só vai sair desse quarto quando eu mandar, gora isso não vai sair daqui pra nada, tuas refeições serão entregue aqui. -E... e os meus filhos?_ Fala quase sem voz. - Não vai ver nenhum deles até que eu permita. - Farias por favor não faz isso, não me deixa sem ver as crianças, eles precisam de mim. - CALA A PORR@ DA BOCA PRA TU NÃO APANHAR DE NOVO. VOU TRAZER UMA BABÁ PRA TOMAR CONTA DELES, E EU ACHO BOM TU ME OBEDECER NESSE CARALH0 ANTES QUE EU TE MATE DE UMA VEZ POR TODAS._ Falo e viro as costas saindo dali ouvindo ela gritando e chorando pedindo pra não fazer isso com ela. Ou ela aprende de uma vez por todas que quem manda nesse caralh0 sou eu ou ela vive assim tomando tapa pela cara, onde já se viu querer me passar de otario na porr@ do bagulho e ainda não frente de toda a favela, mas nem fudend0 que isso ia. passar batido.
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