Eu não estava acreditando!
Aumentei o volume da TV e quase cair de costas quando vi a Larissa aparecer na imagem. Ela estava com o rosto cheio de hematomas e os braços arranhados. Chorava e me acusava das piores coisas. Fiquei ainda mais surpreso ao ver que ao lado dela amparando-a solicito estava o Marcos.
Olhei para a Bianca e ela estava tão amedrontada quanto eu. Aqueles loucos poderiam arruinar com a minha carreira.
A Larissa continuava falando e chorando. Será que eles não conseguiam ver que ela estava fazendo teatro?
“Eu fui lá na casa do Guilherme pedir desculpas por que eu tinha entregado a campanha dele para o concorrente e ele me agrediu. Tentei pedir socorro. Mas ele estava fora de si, me arrastou para o quarto e me obrigou a f********o com ele.”
Eu comecei a andar pela sala nervoso.
“Minha sorte foi que o Marcos que é meu amigo e meu advogado tinha ficado me esperando no carro e percebeu minha demora, então ele foi até lá e deu tempo de impedir que o Guilherme fizesse coisa pior comigo.”
- Louca! Desgraçada! Vou ligar para meu advogado e você vai ver sua maluca!
Minha mãe tentava me acalmar.
- Tenha calma meu filho, não faça nada com a cabeça quente.
Eu esmurrei a parede com raiva.
_ Como você quer que eu fique mãe, essa mulher quer me destruir.
Bianca se aproximou de mim e me abraçou.
- Gui, talvez a gente devesse se afastar um pouco, pra ver se essa doida te esquece. Ela está com raiva por que estamos juntos.
Eu a abracei com força.
- De jeito nenhum, não vou me afastar de você por causa dessa maluca!
- Procura ela e conversa, pede pra ela retirar essa denúncia.
- Nunca! não quero conversa com ela, vou mandar meu advogado processá-la e a esse canalha do Marcos.
Peguei as chaves do carro e puxei a Bianca pela mão.
- Vamos! Vou agora nessa delegacia olhar de perto a cara dessa m*l caráter.
No caminho para a delegacia eu fui conversando com o Túlio, meu advogado eu me orientou a usar como álibi a Bianca e minha mãe, já que no horário que a Larissa me acusava de tê-la agredido eu estava jantando com elas em casa e por sorte o porteiro também poderia testemunhar a hora exata que eu tinha chegado e saído do apartamento da minha mãe.
Mesmo assim eu sabia que tinha uma batalha pela frente, pois quando se tratava de polícia no meio da história, havia sempre o risco de ser m*l interpretado, mesmo quando se era inocente.
Na frente da delegacia havia centenas de pessoas aglomeradas e quando eu desci do carro com a Bianca a multidão se voltou para nós com gritos e acusações.
- BANDIDO! AGRESSOR!
E as ofensas também se dirigiam à Bianca.
- v*******a!
Eu puxei a Bianca para perto de mim e tentei passar em meio à multidão para entrar no prédio da delegacia.
Lá dentro encontrei a Larissa a com o Marcos com a cara mais cínica do mundo. Só a muito custo não avancei para cima dela e a Bianca percebendo minha agitação me puxou para o outro lado da sala.
O delegado veio até nós no momento exato que o Túlio entrava na delegacia. Ele então assumiu a conversa e pediu que a Larissa apresentasse provas da acusação que tinha feito.
- O Marcos chegou lá e viu tudo!
- Além do seu advogado senhora que outras provas a senhora tem?
- O senhor não está vendo meu estado? Ele me agrediu fisicamente.
O delegado parecia duvidar da sanidade mental dela.
- Então como explicar que a senhora está toda machucada e o Sr. Guilherme não tem um arranhão?
- Ele é que me agrediu Dr. Eu não tive como me defender, além do mais meu estado não me permite fazer grandes esforços.
Todos ficaram confusos sem entender o que ela queria dizer com aquilo.
Eu olhei furioso para ela.
- Que estado? Do que você está falando sua louca?
Ela se encolheu nos braços do Marcos e soltou a bomba.
- Ele ficou assim por que eu disse que estou esperando um filho dele!