Luana- Olha só! - Dou um sorriso tímido ainda olhando pra ele.
Nathan- Senta! - ele diz me fitando. - Uau! - ele murmura.
Luana- Que? - Digo me sentando.
Nathan- Você é muito baixinha! - Ele rir.
Luana- Eu? - Bufo - Você que é alto demais, parece um poste, uma girafa. E ai? Como està o espaço ai em cima ??
Nathan- Nossa - Ele rir cruzando os braços. - Ah, você não comeu nada não, né? Pra preparar isso tudo eu quase coloquei fogo na casa! - Diz brincando meio sério.
Luana- Uou! - Digo pegando um sanduíche - Hum .. - Digo enquanto mastigo.
Nathan- Que m***a! - Ele diz enquanto mastiga o sanduíche - É o pior sanduíche que já comi na vida. - Diz um pouco frustado - Desculpe.
Luana- Você tá aqui pra me usar. - Digo tirando meu material da mochila - E ...- Ponho o caderno sobre o meu colo - Eu sou acostumada a comer coisas ruínas. - Digo outra mordida sem sanduíche e dando ele rir.
Nathan- Antes de tudo ..- Ele começa folheando as folhas do seu caderno - Qual é a aréa da matemática que você está tendo mais dificuldades?
Luana - Trigonometria, eu acho .. - Digo entediada - Ei - O chamo fazendo ele me olhar - Eu já estou me esquecendo, preciso te pagar por essas aulas - Peguei o dinheiro na minha carteira enquanto ele me olhava incrédulo.
Nathan- Não precisa me pagar, Luana. - Ele colocou o dinheiro na minha mão a fechando. Olhei pra nossas mãos que estavam juntas e dei um meio sorriso, seu toque era suave e bom, muito bom .
Luana- Acho justo, já que está tirando parte do seu tempo pra me ajudar! - Digo e ele sorrir.
Nathan- Eu não faço nada essa hora ...- Ele diz - Nada de interessante ...- ele diz pra si mesmo. - Não se preucupe.
(...)
Trigonometria pura, e exercícios que de dez, errei oito. Nathan frase frustrado, enquanto eu dizia que a culpa não era dele, e sim, totalmente meu por não entendre absolutamente nada.
Nathan- É só a primeira aula ..- Ele diz e eu o olho chateada tomando o suco de uva.
Luna- Primeira? Vai ter mais vezes? - Indago e ele arqueea as sombrancelhas.
Nathan- Sim ...- Ele diz meio confuso - Amanhã? Pode ir lá em casa, podemos terminar o assunto?
Luana- Hum .. - Não sei .. - Digo
Nathan- Que? - Ele faz cara de confuso.
Luana- É que ...- Mordo os lábios - Você parece uma coisa lá na escola, e aqui completamente diferente ... você só quer me usar e me deixar pra trás, como faz com todas! - Digo na lata, e ele fica me fitando por um bom tempo calado.
Nathan- Eu só ser quem eu realmente sou pelo menos uma vez, mesmo que seja professor de uma garota. - Ele diz rindo e eu continuo o fitando - Você é a única garota que eu saio sem ter que ficar. - Ele diz eu sorrio meio torto. - Mas eu não sou assim, eu não gosto de ficar com essa reputação na escola. - Ele diz olhando pro nada, como dissesse a mesmo, alter que eu tava ali.
Luana- Não tem que ser oque as pessoas querem que você seja, Nathan! - Digo guardando meu material na bolsa e ele faz o mesmo. - Vamos caminhar um pouco, sim? - Digo me levantando enquanto ele arrumava sua bolsa, e guardava o resto do piquenique dentro.
Nathan - Certo ..- Ele diz se levantando e colocando a mochila nas costas e as mãos no bolso.
Luana- Já parou pra pensar, como elas ficam machucadas? Você fica com elas e deixam elas pra trás.- Digo olhando pra ele enquanto ele olha pro chão.
Nathan- Está certa Dolores .. - Ele diz suspirando. - Mas antes de ficar com elas eu digo minhas verdadeiras intenções, não quero machucar ninguém, até porque eu já fui machucado! - Ele diz e eu o olho um pouco assustado e ele rir baixo. - Eu namorei umas 7 vezes, mas a última ..- Ele dá um longo suspiro. - E eu amei tanto, tanto, que eu deixei de amar a mim mesmo. - Ele diz olhando pra baixo. - Todas as sete, individualmente falando me deram um pé na b***a. - Digo e arregalo os olhos.
Luana- Deus meu! - Digo com os olhos arregalados porque além de Nathan ser muito bonito, digo muito mesmo, ainda mais os seus olhos ... eram os mais lindos que já vi. - Não creio.
Nathan- Acho que sou assim, não consigo de deixar, antes eu corria atrás delas, e agora elas que correm atrás de mim. - Ele diz e rir. - Pesado né?
Luana- Mas você é tão bacana, tão legal, tão ... lindo ..- Digo e sinto minhas bochechas ganharem um tom avermelhado e ele dá uma risada abafada.
Droga, mil vezes d***a, porque eu só falo m***a?
Nathan- Me acha lindo, zangado? - Ele diz me fitando com seus grandes olhos verdes.
Luana- Não .... digo ... sim ... Ah Nathan! - Digo olhando pra baixo e ele continua me olhando sorrindo.- Sinto muito por isso Nathan, sei como é r**m levar um pé na b***a.
Nathan- Sabe? - Indaga arqueendo como sombrancelhas
Ouvi um trovão a distância, mas não liguei. Além do mais, não iamos deixar de conversar por causa de uns pingos de chuva.
Luana- Sei ...- Digo olhando pra frente .. - Eu tinha um namorado, ele foi o meu primeiro amor, e o último. - Digo olhando pro chão e sinto meus olhos marejados, mas limpo antes que ele perceba - Ele me disse, fez eu me apaixonar por ele e me largou, amor não existe, é só um conto de fadas que as pessoas fazem pra gente acreditar.
Nathan- Eu acho o amor legal .. - Disse - Mas prefiro pegar e não me apegar, sabe como é né?
Luana- Não, não sei! - Brinco e ele rir baixo. - Eu não faço nada, as pessoas só se aproximam de mim por causa da minha mãe! - Abaixo a cabeça
Nathan- Laura Frostt .. - Ele rir - Adoro ela, ela é uma figura .. - Ele diz - Mas eu não me aproximar de você por causa dela, você me deu medo, como eu disse: parece o zangado - Ele rir e eu não aguento e riu também. - Mas deve ser r**m mesmo, eu não vejo minha mãe desde os treze anos. - Ele diz e eu o olho, e ele continua .. - Minha mãe tava se separando do meu pai, então decidi viajar sozinha, pra colocar a cabeça em ordem, minha irmã tinha dois anos, ela foi embora, ligava algumas vezes, até que ela ligou pro meu pai e eles descutiram f**o, meu pai disse que não era pra ela não procurar a gente nunca mais ... e não me convidou mais ... - Ele diz meio triste .. - Sinto falta dela. - Desabafa. - Nunca contei isso a ninguém, espero que não conte ... - Ele diz.
Luana- Não, claro que não! - Eu digo - Minha mãe ficou mais fria comigo depois que meu pai morreu, digo desapareceu ..- Digo
Nathan- Como ...?
Luana- Meu pai foi fazer uma viagem ao trabalho, então passou meses e ele não voltou pra casa, eles desapareceu, ninguém sabe como ... então ele é dado como morto, já que ninguém o achou ...- Digo com algumas lágrimas nos meus olhos, mas limpo rapidamente ..- No fundo eu sei que ele tá vivo, um dia ele volta pra gente contar as estrelas, e dá nomes a elas ...- Digo
Olho pra cima, mas parei boquiaberta ao ver as nuvens escuras que tinham se ajuntado no céu, enquanto eu as olhava pasma uma delas cuspiu meia dúzia de raios que estalaram. O trovão rugiu sobre os meus ouvidos e grudou meus pés no chão.
Nathan- Corre! - Gritou e me agarrou pela manga, começou a correr comigo pra fora da praça. O céu se iluminou outra vez e os trovões ressoaram tão altos que eu não consegui ouvir oque Nathan berrava. Nathan me empurrou pra debaixo de uma arquibancada. No mesmo instante, a chuva começou a cair com tanta força que os pingos mais pareciam agulhas. - Caramba! Você tá bem?
Luana- Molhada, mas tô bem .. - Digo sacudindo a cabeça, tentando tirar a água que escorria nos meus olhos e acertou em cheio no rosto de Nathan com o r**o de cavalo. Ele nem se quer se moveu. - Não vi a tempestade chegando - Digo - É melhor a gente ficar aqui mesmo e esperar, né?
Nathan deu de ombros e olhou pra chuva que descia em cascata.
Nathan- Acho que sim.
Dez minutos depois, um lago apareceu se formado entre nós, a tempestade não dava sinal de parar. Nathan sacudiu a cabeça
Luana- Acho melhor a gente dar o fora. - Digo e ele concordam.
Tento correr, mas cada dois passos que eu dava o vento e a chuva me empurrava para trás, tentei fazer força e correr, mas acabei caindo no chão e machucando o meu joelho.
Nathan- m***a! - Ele diz correndo até mim e eu tentava me levantar mais era em vão. - Você tá legal? - Ele diz e eu continuo calada porque não esquece de falar, ele se agachou e ficou olhando o meu rosto e depois olhou o meu joelho sangrando. - Tá f**o hein? - Ele diz se aproximando do meu rosto tirando os meus cabelos molhados da minha cara. - Luana..me desculpe, não era pra ter te descido cair.
Luana- Não é culpa sua ..- Digo fitando seus olhos verdes e percebo ele ficar olhando pro meu rosto também.
Tentei me levantar mas acabei caindo mais pra trás fazendo Nathan cair sobre mim ficar a centimetros do meu rosto, sentir sua respiração pesada e ia se juntando com a minha, fiquei encarando seus olhos verdes e não tirando meus olhos dali, meus olhos desceu a sua boca e mordi meus lábios e percebi oque estava prestes a acontecer, assustada, tentei ir pra trás e quase bati minha cabeça no chão.
Nathan- d***a! - Disse.
Ele enganchou seu braço no meu e me puxou consegui me levantar, e sair correndo junto com ele, ele contornou uma poça gigante, que deve ter cobrido toda a poça que havia se formado do lado de fora da arquibancada. Quando Nathan parou por um segundo, olhei sobre o seu ombro e por pouco não desejou os dentes ali para conter o desespero.
Uma estrada de terra havia se transformado em um rio que corria diante da gente. Senti a água passar com força por cima dos meus pés e puxá-los.
Nathan- Segura! - Ele berra, agarrei o braço dele, apertando os dedos em volta da camiseta encharcada, enquanto ele caminhava com dificuldade, atravessando a minicorredeira que aumentava a cada momento.
Tentei afugentar a ideia de que eu e o Nathan pudessemos cair na água e ser arrastados pela correnteza, sabe-se lá para onde. Pisei exatamente no mesmo lugar que Nathan pisou, mas ainda assim, escorreguei na lama e cair de joelhos. A água tentou me levar pra longe.
Nathan parou e se abaixou.
Luana- Eu consigo! - Digo tentando me levantar, mas foi em vão.
Nathan- Sobe nas minhas costas!
Luana- Você não vai me aguentar! - Gritei mas minhas palavras se perderam no estrondo de mais um trovão.
Nathan- logo Sobe! - Insistiu.
Obedeci, and pôs os braços em volta do seu pescoço, enquanto ele atravessava a ponte aos escorregões. Nathan continuava correndo inclinado e eu segurava como podia pra eu não cair. Desci das suas costas logo que o ar estalou novamente, dessa vez não era o trovão.
Nathan- Vem! - Ele disse puxando meu braço e parando algum táxi.
Nathan começou a discutir com ele, porque o táxi não queria deixar a gente entrar já que impõe escharcados, mas o táxi cedeu quando Nathan disse que pagaria o dobro. Entramos no carro e respirei fundo.
Nathan- Ufa! - Ele suspira olhando pra mim. - Você tá bem, Dolores? - Disse olhando o meu joelho.
Luana- Sim, acho que sim! - Digo olhando pra ele
Ele assente suspirando, e continua me escarando com cara de culpado.
Nathan- Amanhã, na minha casa? - Indaga
Luana- Amanhã, na sua casa! - Confirmo e ele dá um sorriso.
Como conseguir ser lindo mesmo se tiver encharcado?
O táxi para de frente pra minha casa. Ainda discutir com o Nathan porque ele não deixou eu pagar o táxi. Desistir e me despedir dele.
Entrei em casa molhando tudo assim que eu entrei e Lucas me olhou espantado
Lucas- Luana! - Ele disse vindo até a mim. - Onde tava? Pera eu sei com quem, porque não me disse a verdade?
Luana- O que cê tá falando?
Lucas- De ter saído com o Nathan, e não me disse nada