A escadaria que a conduziria até a rua nunca pareceu tão longa. Cada degrau pisado parecia ativar mais cinco iguais a ele. Com o coração ecoando como um bumbo ela correu o quanto pôde. A cada passo pensamentos contraditórios e confusos invadiam a sua mente. A voz de sua consciência implorava que voltasse, enquanto seu coração insolente parecia movimentar todo o seu corpo desesperadamente em direção à porta principal. Percebendo sua saída tumultuada Emily a seguiu. Ao chegar a seu carro ela revirou a bolsa em busca das chaves, que pareciam não estar ali. Mas tinham que estar, ela lembrava de tê-las guardado. Em uma atitude inconsequente, Bárbara virou sua bolsa no meio da calçada, fazendo espalhar as suas coisas, que rolaram em direção ao meio fio. – Bárbara! O que você está fazendo?!

