Capítulo 13 - Dança sensual

1010 Palavras
Me vi entrando naquela boate novamente, estava pouco movimentada como ontem, tocava uma musica lenta e sensual, tocada no piano, acompanhada por uma voz masculina rouca. Em alguns dos cantos, homens estavam sentados ao lado de mulheres seminuas que lhe acariciavam e os provocam. Estava pedindo em meu interior para não ver Kehlani com algum deles. O lugar tinha pouca iluminação, era um pouco difícil decifrar rostos de longe. Caminhei entre algumas mulheres que me fitaram como se eu fosse uma presa, ajeitei o meu sobretudo, afrouxando um pouco o cachecol fino em meu pescoço. Pude ver a mesma mulher que me deu a informação que Kehlani estaria aqui hoje, Kate. — Boa noite, senhorita Kate. A mulher virou-se para mim, e sorriu provavelmente lembrando que estive aqui na noite anterior. — Deseja alguma coisa, senhor? – ela falou de forma simpática. — Um uísque sem gelo, por favor. Kate se virou para a bancada pegando o pequeno copo, e me servindo a dose de uísque. — Lembra que eu estive aqui ontem? – perguntei antes de pegar o copo. Ela pareceu pensar, e logo assentiu. — Você veio para ver a Kehlani, certo? — Exato, ela está aqui? — Sim, ela está lá atrás, no palco central, se quiser pode seguir até lá, ela está sozinha – ela falou um tanto sugestiva. — Obrigado – falei erguendo o copo para ela que sorriu. Alguns dizem que nossas vidas são definidas pela soma das nossas escolhas. Mas não são nossas escolhas que distinguem quem somos, é o nosso compromisso com elas. Caminhei pelo corredor escuro da boate, iluminado apenas por uma luz vermelha. Todos os instantes eu me perguntava o que esperava dali, por que eu não voltava? Minha cabeça gritava para que eu parasse e saísse daquela boate, mas meu corpo apenas obedecia meus instintos, meus desejos, e minha vontade vê-la novamente. Todos nós temos segredos mantido escondidos do resto do mundo. Amizades que fingimos ter, relacionamentos que escondemos. Mas o pior de tudo é o que escondemos dentro de nossos corações. Os mais perigosos segredos que uma pessoa pode encobrir, são os que escondemos de nós mesmos." Para alguns,o compromisso é como a fé. Uma devoção escolhida para com outra pessoa ou um ideal inatingível. Mas, para mim, o compromisso tem um lado sombrio, algo constante que nos faz se perguntar... Até onde estou disposto a ir? Sobre um solitário holofote eu a vi, ela se movimentava sensualmente ao som de uma música de batida forte e energética. Kehlani não estava totalmente produzida como na última noite que a vi, ela vestia um short jeans claro de cintura alta, deixando suas longas e definidas pernas à mostra. Na parte de cima uma blusa de mangas curtas e um definido decote, deixando boa parte de seu lisinho abdômen à mostra. Seus cabelos estavam soltos, desgrenhados com leves ondulações... ela estava fodidamente sexy. Caminhei até uma das mesas mais próximas do palco onde me sentei para assistir o espetáculo que seria apenas meu. Ela não notou minha presença ali, e eu agradeci por isso. Queria que ela dançasse de forma livre, com confiança. A frenética batida da música, e os movimentos do seu corpo me hipnotizaram, eu não podia dar outra explicação para o fato de meus olhos não desgrudarem de seu corpo, de seus movimentos ousados e sensuais. Kehlani abusava do poder que tinha, ela fazia de seu corpo uma arma para colocar qualquer ser humano aos seus pés. Vi seu corpo rodar algumas vezes, e logo parar lentamente, deslizando suas mãos em cada canto onde eu gostaria de tocar. Kehlani em um ato jogou os seus longos cabelos de um lado para o outro. Andou em passos largos, até parar de frente a uma cadeira de madeira, onde sentou cruzando as pernas de forma lenta e dolorosa para quem a assistia. A batida da música se alterou ficando mais rápida. Vi suas pernas se abrirem rapidamente de forma tão sensual que pude sentir meu corpo esquentar, tomei um gole do uísque sem tirar os olhos daquela mulher. Ela se levantou e rebolou rápido e provocante, descendo até o chão na mesma velocidade, mas subindo empinada de forma tão lenta. "Porra..." – falei ao imaginar cenas extremamente proibidas em minha cabeça. Engoli em seco quando suas mãos novamente deslizaram por seu corpo agora suado, eu não podia explicar o que sentia quando ela mexia em seus cabelos desgrenhados como se tivesse acabado um s**o selvagem. Sua pose de mulher imponente me enlouquecia, ela se ajoelhou no chão rodando os cabelos rapidamente, até parar e olhar para frente através de sua máscara. A morena abusava dos movimentos que seu corpo era capaz de fazer, eu podia ver cada detalhe de seus músculos e de sua pele suada. Como na última vez, aquela mulher me provocava coisas sem ao menos me tocar. Sua dança durou mais alguns prazerosos minutos, que confesso terem me deixado em chamas, e quando a música finalmente parou, Kehlani terminou sentada novamente sobre a cadeira de madeira com o corpo inclinado. Era hora de ela me notar ali, foi quando bati as mãos em palmas gloriosas para a mulher que me fazia perder a razão. Passamos a vida lutando para nos apegarmos às coisas que mais valorizamos, às pessoas e coisas que acreditamos que não conseguiríamos viver sem. Mas nossas lembranças são frequentemente uma ilusão... protegendo uma verdade muito mais destrutiva. Pôr os nossos corações em risco é nossa razão para viver. E a última coisa que você vai querer é olhar para trás e se arrepender. E era por isso que eu estava aqui, feito um i****a desesperado por uma stripper. Esse tempo todo, Charles estava certo, eu precisava aproveitar a vida, e o luxo que estava ao meu redor. Eu poderia pagar para me divertir com uma qualquer. Mas essa maldita Kehlani me desafiou naquela noite. Eu sabia que ela tinha noção do que fez. E agora nós tínhamos que acertar as contas. Eu vou ter essa mulher, ou eu não me chamo Logan Martínez.
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