Aparição e conselhos de moda.

608 Palavras
Querendo ou não, Fred iria provar o muffim de Blueberry que marcou minha vida pra sempre. Eu tinha me lembrado dele e na mesma hora desci pra ir comprar. A loja ficava na esquina de casa, então fui andando pela rua e ninguém pareceu notar a mulher de pijama e galocha. Continuei pela rua com olhos de tigre focados no meu objetivo. Eu já conseguia sentir o gostinho na boca, até que uma voz me interrompeu. –É você mesma. Ei, uhuuul. Filha de Poseidon. Parei aí e olhei pra trás. Ninguém grita assim na rua, pelo menos não sobre essas coisas. Me virei e encontrei um adolescente e uma criança ruiva. Eles vieram correndo na minha direção e eu segurei meu cordão com força e me preparei para atacar. –Calminha ai, você não está me reconhecendo? Sou eu...o maravilhoso. — disse o adolescente estufando o peito e colocando as mãos na cintura –Nao lembro de você na minha lista de maravilhosos. –Ah então existe uma lista! Enfim, eu sou o Deus Apolo. –Mentira? Eu também sou, que coincidência. –É verdade, sou eu. Papai transformou eu e Ártemis em adolescentes para esconder nossos cheiros. Precisamos chegar ao acampamento. –E cadê Ártemis? –Bem Aqui. — me virei e encontrei a pessoa que tinha me cutucado e ela era uma adolescente ruiva cheia de sardas. –Senhora Ártemis? –Eu mesma, agora, vai nos ajudar a voltar para aquele acampamento de meios sangues e afins ou vai desfilar mais esse seu modelito pelas ruas? É a nova moda esse traje completamente ridículo? Não poderia argumentar nem se eu quisesse com a deusa em minha frente, então simplesmente me virei e continuei andando. Comprei muffim para todos nós e Apolo pediu bala como uma criança de três anos de idade. Saí com o muffim, as balas e os dois Olimpianos a tira colo, discutindo coisas idiotas sobre Zeus. Cheguei em casa e Fred não estava na sala. Eles sentaram no sofá e esperaram, bom, pelo menos Ártemis sentou. Apolo andava pela sala e mexia em todas as coisas a vista. Eu fui até o quarto e ouvi o barulho do chuveiro. Esperei sentada na cama e quando Fred saiu do banheiro, por um momento eu esqueci o que eu queria dizer a ele. Meu loiro saiu com a toalha branca na cintura e o cabelo molhado grudado na testa. Eu olhava pra ele e agradecia a todos os deuses por ele ser meu. Quando me viu, seus olhos brilharam e ele abriu um sorriso travesso típico dele. Tudo era lindo. Seu cabelo pingando em seus ombros largos, as rugas envolta dos olhos, as sardas, a cicatriz na sobrancelha...Meu devaneio só pareceu durar um segundo, mas quando voltei a prestar atenção ao mundo em minha volta, ele já estava de calça jeans e secando o cabelo com a toalha. –Ei, Volta pra cá. Planeta Terra chamando. –Hã? Ah..Okay. –O que foi Pri? Parece distraída. E preocupada. Vai me contar o que houve? E principalmente, porque decidiu ir na rua de pijama e botas de chuva? –Eu fui comprar bolinhos. –Ah, claro. Por que eu não pensei nisso antes. i****a! — disse simbolicamente batendo a mão na testa. –Eu tenho uma novidade, não sei se você vai gostar. –O que foi? –Seu pai está aqui. E sua tia também. –Aqui? Você diz...aqui no apartamento? –Sim. E não é só isso, eu acho. Eu ainda não sei muita coisa. Na verdade não sei nada. –Tá, calma. O que foi mais? –Seu pai é um adolescente.
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