Episódio 21

1024 Palavras

Magnus Respirei fundo, sentindo o ar encher os meus pulmões com dificuldade. A raiva ainda corria pelas minhas veias como veneno, mas algo mais se instalara no meu peito: uma sensação desconfortável que eu não conseguia identificar. Apoiei a mão na maçaneta da porta do meu escritório e girei-a com determinação. Eu tinha saído porque tudo estava saindo do controle, mas agora precisava retomar as rédeas da situação. Ao abrir a porta, a imagem que me recebeu me atingiu com a força de um soco: Verena estava no chão. Os seus ombros tremiam num choro silencioso, tão próprio dela. Nem mesmo na sua dor mais profunda ela conseguia emitir um som. Fiquei paralisado no limiar. Há apenas alguns minutos, as mesmas mãos que agora ocultavam o seu rosto haviam se movido freneticamente no ar, desenhando

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