Vincenzo permaneceu imóvel, com os olhos fixos no teto, enquanto sentia o corpo quente de Sophie adormecido ao seu lado. A respiração tranquila dela contrastava com a tempestade que se formava dentro dele. Passou a mão pelo rosto, frustrado, e soltou um suspiro pesado. “Merda… está se aproximando demais.” O olhar frio percorreu as marcas que ele deixara na pele dela horas antes, como se fossem lembranças do controle que precisava manter. Mas, pela primeira vez, sentiu o controle falhar — não sobre ela, mas sobre si mesmo. “Ela é só um acordo, uma aliança… nada além disso.” Mas então, como explicar aquela inquietação quando ela sorria? Ou o incômodo quando a via conversando com os outros, principalmente com Lorenzo? Vincenzo fechou os olhos com força, irritado com a própria fraqueza. D

