O sol já filtrava timidamente pelas cortinas pesadas quando Sophie abriu os olhos, lentamente, como quem teme enfrentar a realidade que a aguardava do outro lado. O quarto estava vazio. O espaço que Vincenzo ocupara na varanda agora era apenas sombra. Ela sentou-se devagar na cama, o corpo ainda dolorido e a mente em turbilhão. Olhou ao redor, como se esperasse encontrá-lo ali, mas não havia sinal dele. Nem um bilhete, nem uma palavra… nada. Com esforço, se levantou, vestiu uma camisola de seda que encontrara sobre a poltrona e caminhou até a janela. O jardim, silencioso e perfeito, parecia zombar do caos dentro dela. Um leve toque à porta fez seu coração saltar. — Signorina? — a voz de Nora soou, suave, do outro lado. Sophie respirou fundo e respondeu: — Pode entrar… A governanta

