CAPÍTULO 208 ALANNY NARRANDO A noite já tinha caído de vez quando a gente resolveu ir embora. O churrasco na casa do Alemão tinha sido bom demais — risada, zoeira, clima leve — mas o sono e o cansaço começaram a bater. O Carioca pegou a chave da moto e me chamou pra descer, e eu fui. O vento batia frio, o morro já mais silencioso, só uns sons perdidos de rádio e conversa vindo das esquinas. Eu abracei ele por trás, encostando o rosto nas costas dele, e o cheiro de perfume misturado com fumaça de carvão ainda grudado na roupa me fez sorrir. Ele primeiro ia passar na boca pegar alguma coisa, então descemos o morro. A moto descia devagar pelas vielas, e eu olhava tudo em volta, meio distraída, até que, de repente, uma figura me chamou atenção. Na calçada, perto da vendinha do Naldo, tava

