CAPÍTULO 76 CARIOCA NARRANDO Caralhø… a ruiva me desmontou ali no meio da sala. Eu, que nunca abaixei a cabeça pra ninguém nesse morro, me vi tomando dura dela como se fosse moleque. E pior: eu deixei. Não era marra dela, não. Era verdade. A ruiva tinha peito, tinha voz, tinha aquela coragem que não se compra. Fiquei parado alguns segundos, vendo ela virar de costas, firme, sem dar mole. O sangue ainda fervia por causa da Priscila, mas o que queimava de verdade era a certeza de que a Alanny não ia ser igual às outras. Essa daí não aceitava ser sombra. Ela queria ser a porrä do sol. Respirei fundo, passei a mão na corrente, tentando aliviar a raiva que ainda martelava no peito. Dei dois passos na direção dela e falei, com a voz grave: — Tu acha que eu sou homem de ficar te traindo, rui

