CAPÍTULO 96 ALANNY NARRANDO A música ainda ecoava lá fora quando o carro parou bem na frente da quadra. Por alguns segundos, eu não consegui me mexer. Minhas mãos tremiam no buquê, o coração batendo tão forte que parecia que todo mundo podia ouvir. Olhei pela janela e vi o povo em pé, a multidão abrindo espaço, os meninos da contenção espalhados, as madrinhas já posicionadas no altar — e lá, no meio de tudo, ele. O Carioca. De terno preto, gravata, o cabelo na régua e aquele olhar firme que sempre me desmontava. Quando nossos olhos se encontraram, foi como se o mundo parasse. — Vambora, filha. — meu pai disse, com um sorriso orgulhoso. — Tá todo mundo te esperando. Assenti devagar, respirando fundo. Dona Maria e as meninas ajeitaram o véu, e eu desci do carro com cuidado. O som da m

