CAPÍTULO 71 ALANNY NARRANDO O beco parecia ter encolhido. A sombra dele grudada na minha frente, o cheiro forte do perfume ainda mais intenso por causa do calor. Eu encostada no muro, de braços cruzados, tentando não mostrar que meu coração tava quase saindo pela boca. — O que foi, hein, Carioca? — soltei seca, levantando o queixo. — Vai ficar me cercando agora? Ele deu um meio sorriso, mas dessa vez não era de deboche. Era aquele jeito dele de quem já chega decidido. — Não é cercar, ruiva. — falou rouco, calmo, mas firme. — É trocar uma ideia contigo. — Trocar ideia? — arfei, ainda na defensiva. — Tu escolhe a hora mais esquisita pra isso, né? Ele deu mais um passo, mas dessa vez sem me prender. Encostou o capacete no braço, respirou fundo e olhou direto nos meus olhos. — Eu tenho

