CAPÍTULO 111 BRUNA NARRANDO Depois que a Tayná saiu com o Alemão, eu fiquei ali parada, olhando o carro sumir na curva. O barulho do motor ainda ecoava na rua, e por dentro, um friozinho chato não me deixava sossegar. Virei pro Juninho, que tava encostado na moto, tragando o baseado dele com calma, como se nada tivesse acontecendo. — Cê conhece bem o Alemão, né? — perguntei, cruzando os braços. Ele soltou a fumaça devagar, me encarando com aquele olhar tranquilo de sempre. — Claro que sim, pô. Cresci vendo o cara no corre, mas ele mudou pra caralhø. Hoje é outro papo. Balancei a cabeça, meio pensativa. — Tô com medo dele fazer m*l pra Tayná, sabe? Ela é meio doida, fala o que pensa… às vezes não mede as palavras. Juninho deu um sorrisinho de canto, jogando o cigarro no chão e amas

