130- ALANNY

1183 Palavras

CAPÍTULO 130 ALANNY NARRANDO A banheira era um abraço morno que a gente dividia. A água cobria a gente até o peito, o vapor subindo preguiçoso, misturando com o cheiro dele — que sempre me deixa boba. O som da água era tipo trilha sonora da nossa cumplicidade; a luz do box cortando a fumaça, deixando tudo meio dourado, meio nosso. Ele me puxou de novo pra perto, encostando a cabeça no meu ombro, e eu senti o corpo todo relaxar — daquele jeito que só acontece quando cê confia demais em alguém. Minhas mãos andavam devagar nas costas dele, explorando cada centímetro, memorizando textura, ruga, marca; ele ria baixo quando eu fazia aquelas caretas de prazer. — Gata — ele murmurou, a voz rouca — cê fica linda até molhada. Sorri, senti o calor subir, e respondi com um beijo que começou mole

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