Eleonora Chego em casa completamente abalada, o mundo ao meu redor parecendo desmoronar. Meus dedos frios m*l seguram o telefone, tremendo com a urgência que me consome. Meu coração bate descompassado, e cada batida traz à tona memórias e dúvidas que me sufocam. Tento respirar, mas o ar é denso, pesado, como se estivesse contra mim. — Ricardo, venha para casa... agora! — Minha voz sai trêmula, quase um sussurro quebrado pela urgência. Deixo o telefone cair sobre a mesa, sem me importar onde ele pousa. Cada passo até o sofá é um esforço, e, ao me sentar, desabo. Lágrimas quentes escorrem sem controle pelo meu rosto, uma após a outra, enquanto meu peito se aperta em soluços que ecoam pela sala vazia. Tudo parece tão errado, tão fora do lugar, como se o universo tivesse virado de cabeça pa

