Ele não responde imediatamente. Por um instante, o mundo parece se resumir ao silêncio entre nós, carregado de significados que nenhum de nós tem coragem de expressar. Mas vejo algo mudar em sua expressão. Uma leve suavidade, como se minhas palavras tivessem encontrado uma fresta em suas defesas. Jason se levanta então, seus movimentos tranquilos, quase deliberados, como se estivesse encerrando a conversa antes que pudesse se aprofundar ainda mais. Ele olha para o relógio, um gesto automático que parece mais um desvio do que uma necessidade real. — É melhor eu me arrumar para o almoço. — Sua voz é calma, mas há algo subjacente, um peso que ele tenta esconder. — Meio-dia e meia, certo? — Almoça conosco hoje. Vou pedir para minha mãe colocar mais um prato para você. — Minha voz tenta soar

