— Oi mãe! Que saudades! Ela retribuiu meu abraço e se afastou, perscrutando meu rosto em busca de resposta para a interrogação em seu olhar. — Até que enfim lembrou de mandar me buscar daquele fim de mundo. Sorri, com o tom dramático dela. Eram 08:00 horas da manhã e ela tinha acabado de chegar do abrigo que mantínhamos, afastado do centro da cidade, que servia de esconderijo para testemunhas ameaçadas. — Pare com isso mãe, eu lembro sempre da senhora, mas não estava na hora ainda. Ela olhou desconfiada para a garota sentada no sofá e falou baixinho: — Quem é? Puxei-a para a cozinha. Não queria falar da menina na frente dela. — Irmã do Leonardo Julieta Varela arqueou uma sobrancelha. — Leonardo? Estendi a xícara de café para ela. — Sim mãe. Leonardo...meu marido, lembra

