HEITOR NARRANDO. Os últimos dias foram bem difíceis, a Mariana sentia muita dor tanto física quanto emocional, ela queria a filha, a sua pressão estava alta e enquanto ela não ficasse melhor, não estava liberada para descer na UTI. Ela passava o dia chorando, se lamentando e eu não sabia mais como acalma-lá. A enfermeira estava dando banho na Mariana, enquanto eu estava sentado na poltrona ao lado da cama dela. O meu celular tocou, vi que era o Francisco, me levantei e sai do quarto. ~ ínicio de ligação. ~ — Francisco. — Atendi. — Encontramos o Rodrigo. — E então? Ele está bem? — Largaram ele jogado em uma mata, todo machucado e com dois tiros na barriga. — Vivo? — Um bicho comeu um pedaço da perna dele, estamos a caminho do hospital pois os batimentos dele está bem fraco.

