Fantasma narrando A água quente caía nas minhas costas e escorria pelo corpo da Manu enquanto a gente se aprontava pra tacar marcha pra praça. A ideia era simples: um pagodinho, uma resenha tranquila, e depois ver no que dava. Eu tava até mais leve, rindo à toa com ela me agarrando por trás. O clima tava daquele jeito… até meu celular começar a tocar sem parar. Na primeira chamada eu ignorei. Quem realmente quisesse falar comigo, chamaria no rádio. E ninguém tinha chamado. Mas o telefone insistia, vibrava como se tivesse vida própria. A Manu até riu, mandando eu ir logo atender porque tava atrapalhando. Bufei, saí do chuveiro com a água ainda escorrendo do rosto e peguei o celular. — Patrão, é a doutora Anne… — a voz dela soou séria, mas dava pra sentir uma pontinha de urgência. — O s

