Fantasma narrando Depois do chá que a Manu me deu, eu tava até levinho, mas por algum motivo que nem Deus explica, eu não conseguia dormir de jeito nenhum. Era como se meu corpo tivesse cansado, mas minha cabeça não desligasse. Fiquei ali, parado, deitado de lado, olhando pra ela dormir, respirando devagarzinho, toda tranquila, como se nada no mundo pudesse encostar nela. Aquele jeito calmo da Manu me desmontava. Eu passava a mão de leve no braço dela e era como se um peso saísse das minhas costas. Dei um beijo na testa dela, suave, só pra sentir o cheiro da pele, e levantei devagar pra não acordar ela. Fui até o banheiro, jogando água no rosto, escovando os dentes e passando a mão no cabelo pra tentar botar alguma ordem nesse meu semblante de ressaca moral e física. Coloquei uma roupa

