Fantasma narrando Eu ainda tava com o gosto do beijo da Manuela na boca quando ela puxou um ar rindo baixinho, aquele riso leve que sempre me desmonta. — A sua mãe tá esperando a gente. — ela falou assim que a gente separou as bocas, e eu ainda fiquei ali, encarando ela, tentando guardar a imagem na memória pra mais tarde. — Bora lá comer, porque agora à tarde vai ter pagode na praça. Vai querer ir? — perguntei enquanto passava a mão na cintura dela. Ela balançou a cabeça, animada. — Sim, vai ser legal curtir um pagodinho e tomar uma cervejinha. Tá calor demais. — Então já é. — respondi, dando a mão pra ela e puxando devagar, daquele jeito que eu sei que ela gosta, meio firme, meio protetor. Saímos do quarto e ela foi na frente pelo corredor, rebolando sem nem perceber, descendo as

