CONTINUAÇÃO WAGNER: Horas depois, vi Laura sentada à mesa, com o olhar perdido e o rosto cansado. Mesmo com tudo o que eu fiz, algo dentro de mim queria protegê-la. Porra... Ela era meu trunfo em anos. Eu podia dar tudo a ela. Tudo que ela queria. Fazê-la grande! Mas ela ainda desviava o caminho, e ele era a causa. Era só tirar ele do caminho e seríamos invencíveis juntos. Loucura, né? Mas era real. Peguei um café, tentando ser mais cordial, disfarçado e me aproximei com a voz suave, tentando soar sincero. — Tá tudo bem? Você parece distante hoje. perguntei. — Quer almoçar comigo? Sei ouvir, juro. Ela ergueu os olhos e sorriu educadamente. — Já tenho planos. Mas queria falar sobre ontem. Minha garganta secou. Ela ia me dar um fora formal. — Não precisa... me apressei.

