Mesmo de longe, o olhar dela bateu em cheio no meu. Uma fração de segundo. Mas suficiente pra me incendiar. Esperei o suficiente pra vê-lo se afastar depois de exibir ela e apresentar a pessoas que nem vão lembrar do rosto dela. A não ser pra defender eles da podridão que eles próprio causam. Wagner tinha fama de defender ladrões e enganadores. Não era esse tipo de cliente que eu desejava pra ela, erguer sua carreira. Corruptos, sujos! Ela merecia mais. Ele logo se afastou, depois de falar algo no ouvido dela e foi se exibir entre os engravatados nojentos de sempre. Ela, com elegância calculada, desviou o caminho até o bar. Fui atrás. Ela pediu um espumante. Nem chegou a beber. Me aproximei, sem sorrir, sem rodeios. — Bonito. Braço enlaçado com um cretino. Defensor de covarde

