A polícia logo chegou. Nos separaram dele e fomos ouvidos. — Ele invadiu o quarto dela. Ela pediu pra ele ir embora. Ele forçou ela contra a parede. Eu só defendi a mulher que amo, só isso! Foi legítima defesa. — Ele me agrediu! A voz de Wagner ecoou pelo corredor, ainda com dificuldade, cuspindo sangue e raiva. — Olha pra mim! Ele quase me matou! Esse desgraçado merece ser preso! Dois policiais já estavam no local, um deles conferindo os documentos, o outro tentando entender a situação. — Ele invadiu meu quarto! Laura disse, firme, embora o tremor na mão traísse o susto. — Ele não foi convidado. Eu pedi pra ele sair. Ele me segurou à força. Ele me encurralou contra a parede. Um dos policiais virou o olhar pra Wagner. — A senhora confirma que pediu para ele se retirar? — Sim.

