Cibely Narrando Quando a gente mora na favela, acostuma a viver sempre com um pé na insegurança. Cada barulho, cada grito, cada tiro é um lembrete de que a paz aqui nunca é completa. Mas nada prepara a gente pro momento em que estoura uma invasão, é um inferno que a gente vive quando a guerra bate na porta. O Léo ainda estava dormindo, e eu Tava avisando as minhas clientes que voltei pra CDD. Mandando mensagem. Foi quando ouvi os primeiros tiros. Meu coração disparou. Não precisava de mais nada pra entender que a coisa ia ser feia. Peguei o Léo nos braços, ele nem chegou a acordar, e corri pro cantinho da parede, ali perto da cama. Aquele cantinho é o lugar onde a gente sempre se esconde quando tudo começa. Agachei, segurando meu filho bem apertado. O coração parecia que ia sair pela b

