Helena Narrando Dirigi até a CDD como se minha vida dependesse disso, e talvez dependesse mesmo. O coração batia tão rápido que parecia querer sair pela boca. Respirei fundo várias vezes, tentando me acalmar, mas o enjoo só piorava. Eu não podia me dar ao luxo de vomitar dentro do carro agora. Não depois do que tinha acabado de acontecer. Assim que passei pela barreira, vi os Vapores pegando o rádio. Cada olhar parecia perfurar o vidro do meu carro, como se tentassem me decifrar, ler meus pensamentos. Meu coração disparou ainda mais. Meu Deus, será que já sabem? Será que acham que fui eu? Que fui eu que matei aquele desgraçado? Ignorei o peso daqueles olhares e subi direto para a casa do Danilo. Só depois que entrei no portão é que entendi o que estava acontecendo. Era ele. Danilo esta

