Luiza narrando — 23:14. — digo baixinho enquanto olho o retrovisor do celular pela décima vez em questão de segundos. Eu tô aqui a mó tempão e nada de notícias do Perigo. Vou até a recepcionista, eu tô começando a ficar preocupada. — com licença, eu queria saber de um paciente. — digo a mulher idosa do outro lado do balcão, ela me olha. — nome por favor. — é... — suspiro pensado. — Miguel Souza. — digo rápido, com medo. — ah claro, só um momento. — e ela digita algo no computador e logo volta me olhar, revezando entre eu e o computador. — ele já está no quarto, número 647, quinto andar mas.. a recém saiu de uma cirurgia não sei se você vai poder entrar. — me olhou e torceu a boca. — ok obrigada. — sai andando e entrei no elevador o mais de presa possível, apertando com euforia no b

