O Jogo Silencioso... Os dias na base seguiam como sempre: marchas, ordens, suor. Mas para Melissa, tudo havia mudado. A cada treino, a cada comando gritado pelo Capitão Figueiredo, seu corpo reagia de forma diferente. Não era mais só disciplina. Era provocação. Era tensão. — Sampaio! Mais rápido! — Ele rugia, os olhos fixos nela. Melissa obedecia. Mas por dentro, cada grito dele era uma lembrança. Do toque. Do calor. Do corpo dele sobre o dela. À noite, quando o silêncio tomava conta dos corredores, ela se esgueirava pelos cantos da base. Entrava no gabinete dele sem ser vista. Ou encontrava o carro estacionado no ponto cego do pátio. Ali, no escuro, os gritos do dia viravam gemidos abafados. — Você gosta quando eu mando? — Ele sussurrava contra o pescoço dela, a voz rouca, carregad

