32

697 Palavras
Cecília Gonçalves — Foi m*l, eu atrapalhei alguma coisa ? — Jaqueline me olha e então olha para o Zeus que andava saindo de perto da gente e eu reviro os meus olhos — Não Jaqueline, não atrapalhou nada não — Falo sarcástica e vejo ela revirar os olhos e rir de leve Porra mano, eu fiquei brava pra c*****o, toma no cu, estava quase a gente tava pertinho e eu estava sentindo a respiração dele no meu rosto, nossas bocas estavam quase coladas e aí. Puf... A Jaqueline me puxa para longe dele, e vocês acham mesmo que eu não vi ela sorrindo pra ele quando ele estava saindo ? Estou com uma p**a raiva do c*****o. — Cadê a Heloísa ? — Está pra lá — Jaqueline aponta para o meio da multidão e eu começo a andar, e assim que vejo ela dançando com a Ingrid e eu franzo o cenho — Você não estava me chamando ? — Eu ? Não, você tinha ido buscar bebida, a Jaqueline foi logo em seguida — suspiro me virando para olhar para a Jaqueline que já não estava mais lá, procuro ela com o olhar e não acho E estava na cara que ela tinha feito aquilo na maldade, que p***a. — O que foi ? Aconteceu alguma coisa ? — Depois eu te conto, eu derrubei bebida na minha perna toda — estalo a língua e a Heloísa faz careta olhando para as minhas pernas molhadas E ainda por cima era uma bebida doce, estava ficando toda grudenta. — Ixi, acho que nem tem uma torneira por aqui para você lavar — Heloísa fala olhando para os lados — Tá tranquilo, só vai incomodar se secar — dou risada — Minhas lindas, isso aqui ainda é um baile — Ingrid sorri puxando a gente para dançar Depois de um tempo eu esqueci totalmente o que havia acontecido, quer dizer...Mais ou menos né. Eu ainda lembrava da minha conversa com o Zeus, ele me lembrava muito o Heitor, e quando ele colocou o meu cabelo atrás da orelha só trouxe ainda mais as lembranças. E eu não deveria fazer isso, ficar comparando um com o outro, mas não tinha como ele me lembrava tanto ele. E naquela hora, que estávamos nós dois um na frente do outro, e eu sentindo a respiração dele no meu rosto. Naquela hora eu quis tanto beijar ele, eu nunca senti essa vontade enorme de beijar alguém, mas eu queria tanto beijar ele. Era umas 4h da manhã quando a gente foi embora, e eu não vi mais o Zeus, e nem a Jaqueline que sumiu, mandamos mensagem pra ela e nada, então fomos embora. A Heloísa iria dormir lá em casa, então eu entreguei uma roupa pra ela que tomou um banho e capotou abraçando o Arthur que estava no canto da cama. Fui na varanda e acendi um cigarro e trago o mesmo, e me sento na cadeira que havia ali na varanda e fico olhando as estrelas, o morro e o mar. E aquela casinha que eu ficava com o Heitor não existe mais, o José um dia decidiu que não tinha o porque dela continuar lá, então ele demoliu. Ela não era tão grande, tinha dois cômodos só, depois de um tempo os noias do morro descobriram ela e então começaram a quebrar o piso para amassar droga, acho que foi por isso que o José demoliu. Eu não ia mais lá, fui acho que umas duas vezes depois de crescida, eu sentava no barranco e ficava me lembrando do meus momentos com o Heitor. De todos os conselhos, os beijos que não foram muitos, mas que foram o bastante para eu nunca mais esquecer, das nossas conversas. Suspiro sentindo os meus olhos se encherem de lágrimas, mas eu não deixo nenhuma delas caírem. Eu não gostava de chorar, me sentia fraca. Suspiro dando mais alguns tragos no cigarro vendo que já estava amanhecendo, suspiro profundo me levantando e apagando o cigarro no cinzeiro, saio da varanda fechando a porta e a cortina e me deito na cama devagar para não acordar a Heloísa e o Arthur.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR