Manuelly Novais As ondas dançavam calmamente em uma coreografia que se repetia inúmeras vezes. Eu observava o mar calmo e respirava aquele ar molhadinho e fresco, aquilo me trazia uma sensação de paz tão completa. — Suco de laranja para você. — A voz suave de Hugo me tirou do meu momento de leveza e paz interior. Não que o Hugo fosse meu furacão, meu inferno ou algo do tipo, claro que não. Ele sempre foi meu abrigo, meu colo, meu ponto de paz e tranquilidade, meu refúgio. Ele sempre foi, mas não era mais. Eu olhava para ele e não conseguia me sentir como antes. Eu me sentia fracassada, insuficiente, insegura, uma coisinha pequena e manipulável. E eu odiava isso. Quando eu tinha sanidade o suficiente para discernir e formar meus próprios pensamentos sem o interferir de alguém, cheguei

