A mansão Costa estava em silêncio. Mas não era um silêncio comum. Era o tipo de silêncio que antecede algo definitivo. Irreversível. No subsolo, em uma área isolada, longe de qualquer olhar curioso, o ar era frio, pesado, carregado de tensão. As luzes eram baixas, criando sombras duras nas paredes de concreto. No centro da sala… Viktor. Amarrado a uma cadeira. Os pulsos presos com força, o rosto já marcado pelos primeiros golpes que havia levado no caminho até ali. Ainda assim, havia algo no olhar dele que não era medo. Era desafio. Perigoso. E completamente fora de lugar, considerando a situação. A porta se abriu. Sem pressa. Leonardo entrou. Sozinho. Mas não precisava de mais ninguém. Os homens estavam espalhados pelo ambiente, armados, atentos, mas sabiam… aquilo não er

