A volta para a mansão foi silenciosa, mas completamente diferente do silêncio de antes. Agora havia choque. Medo. E uma realidade impossível de ignorar. Mariana estava encolhida no banco do passageiro, os braços cruzados sobre o próprio corpo, como se ainda tentasse se proteger de algo invisível. O olhar perdido, distante… preso na imagem da explosão, no som, no calor, na sensação de que, por muito pouco, ela não estaria mais ali. Leonardo dirigia com uma das mãos no volante e a outra apertando com força o próprio joelho, como se estivesse tentando conter alguma coisa dentro de si. Ele olhava pra estrada, mas, de tempos em tempos, desviava o olhar rapidamente pra ela, só pra confirmar que ela ainda estava ali. Viva. — Ei… — disse ele, baixo, quando o silêncio já estava pesado demais

