CAP.12

866 Palavras
DANTE Três meses se passou e nesse tempo eu vim morar com a Karol, realmente estamos firmes, mas as palavras de sss ainda ecoam na minha cabeça. Minha família inteira se afastou por conta de tudo o que houve com a Dandara, minha mãe vira e mexe compra presentes pra guardar quando ela voltar. Diz ela que assim que ela pisar no Rio, ela vai atrás dela pedir desculpas pelo "comportamento" do filho dela. Me sinto até uma criança toda vez que ela fala disso. Está pra acontecer uma operação aqui, mas não sabemos a data ainda, muito menos o horário. Todo mundo está trabalhando ainda mais, pra não sermos pegos de surpresa. Aqui agora tem até toque de recolher, o que nunca teve né. Entrei em casa e a Karol estava sentada junto com uma amiga dela, tal de Catarina. Essa daí começou a vida cedo fugindo de bandido, não entendo isso, essa realidade de menina eu julgo, julgo mesmo! A mina tem um filho pô, e mais passa tempo na rua do que com ele. Não estuda, não trabalha, vive apenas de dinheiro de macho b***a, só isso só. Eu não gosto dela, já falei pra Karol, mas não me escuta. É o famoso "Quem anda com os porcos, falero come". Passei direto pra cozinha, não falei com nenhuma das duas, procurei comida e nada. Nem questionei.. Sai de casa e fui comer na pensão de tia Neusa, aqui não falta comida. Eu não vim morar com a Karol porque eu quis, eu vim porque não queria morar sozinho e nós estamos juntos, ela vivia no meu pé pra ser assumida. Então, juntei o útil ao agradável. Mas pensa numa mulher porca?! Karol não limpa nada, se deixar, passa o dia todo com a mesma roupa que dormiu. Minha mãe odeia ela, com força! Enquanto eu terminava de almoçar sss chegava com seus seguranças, o que fazia eu admirar ele era o caráter, a postura. Tem tanta mulher que joga pra ele e ele ainda assim, permanece sempre com postura e fiel à mulher dele. - Fala aí, mano Dante! - Ele falou da entrada da pensão. - Aí dona Neusa, desce uma gelada pra mim! - Ele pediu e dona Neusa logo sorriu, conhecia ele de novo. - Diga aí, meu bom! - Cumprimentei ele. - Teve notícias da mãe do seu filho? - Ele perguntou abrindo a cerveja. - Quer? - Me ofereceu. - Quero não! - Respondi. - E não, não tive mais notícias dela não. - Respondi com vergonha. FB me deixava com vergonha, sempre me deixou. Mas ele simpatizava comigo e isso me deixava enorme. - Fiquei sabendo por alto que ela vai voltar. Parece que ela teve problema na gestação e por isso, resolveu ter a criança perto da família dela. - Ele falou dando um gole no seu copo de cerveja. FB sabia que isso iria mexer comigo, foi por isso que ele contou. Embora eu desconfie totalmente dela, ainda me preocupo e fico preocupado mais ainda com esse tal "problema". Depois ele mudou de assunto e continuamos ali conversando durante um tempo, mas eu continuei com os pensamentos em Dandara e no filho dela. O pior, é que não adiantava eu ir perguntar nada pra Clara, ela continuava me evitando... Cheguei em casa e Karol já estava de pijama, fazendo as unhas do pé. - Vem cá, Gabriel! - Ela me chamou nos berros. - Fala daí que eu escuto, Karol. - Respondi. Logo escutei os passos pesados pela casa e ela apareceu na porta de casa, parecia até que os olhos estavam pegando fogo. - Porque não falou com a Catarina mais cedo? Qual é o seu problema com ela? - Ela perguntou. - Você realmente quer saber? - Perguntei. Do jeito que eu estava estressado, era capaz de soltar tudo mesmo. - Claro, comece a falar! - Ela falou toda mandona. - Catarina é uma v*******a, p*****a que só sabe ficar na casa de homem casado, só faz amizade com mulher casada pra depois ela dar o bote. Se não acredita, sai na rua pra escutar, pô! A mulher não toma conta nem do próprio filho dela, não trabalha, faz nada da vida, só sabe tirar dinheiro dos homens! - Joguei na cara dela que abriu a boca incrédula. - Além do mais, ela traiu um mano muito respeitado na vida do crime! - Falei virando as costas. - Gabriel - Ela me chamou. - Que é, Karol? - Perguntei. - Já ficou com ela? - Ela perguntou toda inocente. - Se eu tivesse ficado tu seria a primeira a saber, porque eu mesmo contaria! - Falei saindo de casa novamente. A Karol era diferente no iniciou, não ficava com ninguém daqui, nem sorria. Mas hoje em dia ela cria asas, adora não fazer nada, tudo que ela quer, eu dou! Nunca neguei dinheiro pra ninguém não, não mesmo! Ainda mais pra mulher minha. Só que ela não me passa confiança, mas se fosse outra mulher seria esperta o suficiente, abriria algo pra ela, um salão uma clínica, sei lá, algo que deixasse ela estabilizada depois, mas não... Só quer ficar nas minhas costas.
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