Wanessa A noite cai e eu estou aqui, apreensiva. Ouço passos se aproximando da porta. Será o Marcelão? Meu Deus, o que vou fazer se esse cara tentar me agarrar à força? Ele teia coragem de violar uma mulher grávida? Se bem que tem mente doente para tudo nessa vida. As passadas ficam mais próximas e vejo a maçaneta girar, é a mesma forma que o Marcelão faz. Ergo a cabeça e vejo o meu sequestrador, parado diante de mim e com um olhar nada amigável, pelo contrário, o olhar pervertido do homem 'minha frente, já diz com clareza o que de fato viera fazer aqui. Sinto minhas pernas tremeram e envolvo a barriga com as minhas mãos. — O que veio fazer aqui? — é a primeira coisa que me veio à cabeça, fazer essa pergunta, mesmo que já saiba a resposta. — Tu só pode estar de brincadeira, não é, Mari?

