O helicóptero de Odysseus pousou na pequena clareira atrás da clínica de reabilitação poucos minutos depois do meio‑dia, fazendo a relva alta dançar sob a ventania das hélices. Não havia seguranças, secretárias ou motoristas: ele decidira vir sozinho, com uma sacola a tiracolo. Dentro dela, além de roupas confortáveis e alguns livros, levava um porta‑retrato de Charlotte sorrindo — barriga levemente saliente sob um vestido floral — e o batimento fetal impresso no papel térmico do último ultrassom. Queria mostrar ao irmão por que, desta vez, não desistiria de ninguém da família. A recepcionista conduziu‑o ao pátio de hortoterapia. O lugar era simples: canteiros elevados, ferramentas enferrujadas, duas mesas de madeira. Mesmo assim, Odysseus achou bonito ver pacientes ajoelhados na terra, c

