Episódio 8

1303 Palavras
POV Allison Foster Eu tinha acordado há pouco, mas ainda estava deitada na cama olhando para o teto, sabia que teria que ir ao café do Sr. Davis para aparecer no trabalho se ainda queria continuar tendo um trabalho, me preparei para começar pronto para sair para trabalhar, nem eu entendia se deveria cumprir prisão domiciliar por portar medicamentos ilegais, mas até agora ninguém havia me dito o contrário. Andei furtivamente pelo apartamento tentando não chamar a atenção, o mínimo que eu queria era acordar a fera, porque era isso mesmo que ele parecia. Não vi nada de estranho no local, e presumi que o Sr. Walton tivesse ido trabalhar, abri a porta da geladeira só para bisbilhotar, tudo estava devidamente organizado e com muitos tipos de comida, tudo na cozinha parecia brilhante, limpo e bastante organizado, além de parecer um maníaco por controle, ele também era obsessivo-compulsivo e para uma pessoa como eu que havia vivido no meio de desastres nos últimos anos isso estava começando a me dar um tique. Precisava sair rapidamente daquele lugar, peguei uma chave do porta-chaves e fui até a porta para saber se cabia, percebendo que pertencia mesmo à fechadura da porta principal do apartamento. Desci as escadas do prédio, quando cheguei à recepção a minha respiração estava completamente bloqueada, não poderia fazer isso de novo senão iria morrer, descer dez andares poderia claramente ser um castigo para alguém. Saí e peguei um táxi, poderia ter caminhado, o café ficava a poucos quarteirões do prédio, mas com o que aconteceu com as escadas não queria voltar a andar. — Allison, o que você está fazendo aqui? Sr. Davis perguntou-me quando entrei no estabelecimento. — Ah, vim trabalhar. Disse-lhe honestamente. — Você sabe que está despedida, certo? Ele indicou. Eu realmente imaginei que sim, o Sr. Davis já tinha suportado o suficiente de mim, eu não poderia culpá-lo se ele quisesse me demitir, qualquer empregador teria feito isso depois de duas faltas injustificadas e ele já havia suportado não duas, mas sim sete faltas injustificadas minhas. — No meu escritório está a sua demissão com o seu dinheiro, vá assinar a documentação, a minha esposa vai te entregar o envelope. Ele informou. Foi assim que tudo terminou. Além de perder a liberdade também perdi o emprego, não sei o que ia fazer. Saí do café com o envelope e o pouco dinheiro que acumulei com o meu trabalho nos últimos sete meses. Dessa vez eu iria caminhar, precisava pensar. Assim que visualizei o prédio à minha frente, entrei nele. Passei a tarde no meu quarto organizando todas as minhas coisas que não tinha percebido que já estavam velhas, precisava de alguns cabides para pendurar as minhas roupas já que só tinha três, então pensei talvez conseguir alguns extras em outros quartos. Eu ainda não tinha conseguido bisbilhotar a casa inteira, mas precisava muito terminar de organizar o meu quarto temporário, então agarrei a maçaneta do quarto dos fundos. Não sabia qual era o quarto dele, mas algo me dizia. Para mim era isso. Fora isso, o perfume dela saía pela beirada da porta, impregnando o lugar. Não pensei mais nisso e abri aquela porta, encontrando um quarto perfeitamente organizado e extremamente espaçoso, tinha uma cama duas vezes maior que a que eu tinha agora com lençóis de cetim cinza brilhante, havia um pedaço de cama cinza móveis de um lado atrás dela De uma janela com vista para a cidade de Rochester, caminhei até ficar na frente dela, a vista era realmente linda. Me virei e quase caí no chão quando os meus pés tropeçaram no carpete que se estendia embaixo da cama até eu sair dela, mas algo me chamou a atenção, havia duas fotografias em uma das cômodas que ficavam de cada lado da cama. Peguei uma das fotos nas minhas mãos, havia quatro pessoas nela, sem dúvida eram os pais dele, o homem era bastante parecido com ele, mas tinha os olhos da mãe, por um momento senti o meu coração apertar no meu baú então eu rapidamente coloquei a fotografia no lugar e peguei a outra. Analisei a foto, era ele, tinha lindos cabelos castanhos e penetrantes olhos azul-acinzentados, agora que pensei nisso ele era muito bonito, tinha lindos traços delineados, um rosto meio-quadrado e as poucas vezes que consegui tê-lo na minha frente Sua cabeça não conseguia passar pelo nariz, mesmo numa foto ele conseguia me olhar com aqueles olhos que o faziam querer me matar, mas o idi*ota era diabolicamente atraente. Terminei de colocar a foto na cômoda e me obriguei a terminar a minha investigação, então ele me direcionou para uma porta do outro lado do quarto, eu sabia que não era a porta do banheiro já que estava aberta e eu tinha conseguido ver a banheira ao longe, então parei na frente dela para me preparar para abri-la. — O que você está fazendo? Aquela voz ecoou nos meus ouvidos, me fazendo tremer e pular de estupor. O Sr. Walton me encontrou bisbilhotando as suas coisas e eu queria morrer ali mesmo. — Eu... Mas eu não consegui articular outra palavra. — Você? Ele perguntou. — Eu só queria cabides extras. Eu finalmente disse enquanto lentamente deixava o ar sair dos meus pulmões. — Cabides? Ele repetiu enquanto se aproximava de mim. — Desculpe, eu não queria vasculhar as suas coisas. Eu quase implorei. Mas ele continuou andando e eu instintivamente dei alguns passos para trás, batendo na porta misteriosa. Ele colocou os dois braços de cada lado de mim segurando a porta, enquanto fechava o meu espaço, me deixando presa nos seus braços e aumentando os níveis da minha adrenalina por todo o meu corpo, a minha respiração começou a ficar pesada quando ele segurou o meu olhar por vários segundos, enquanto ele olhava para mim com atenção. — Vire-se, senhorita Foster. Ele me ordenou. — Que não! Gritei irracionalmente, enquanto ele me dava um sorriso malicioso. Eu nunca o tinha visto sorrir, nas únicas três vezes que o vi em toda a minha vida ele sempre parecia rude e durão. — Só direi isso uma vez, Srta. Foster, vire-se. Ele rosnou para mim. E não tive escolha a não ser fazer isso, me virei nos seus braços, ficando de frente para a porta novamente. Ele tirou as duas mãos da porta ao mesmo tempo em que se inclinou para mais perto de mim, eu podia sentir a sua respiração no meu pescoço me torturando mentalmente, se não fosse meu cabelo preso num rab*o de cavalo, eu acho que as coisas teriam sido um pouco melhores. — O que você acha que está do outro lado daquela porta, senhorita Foster? Ele me perguntou, com a sua voz extremamente rouca perto do meu ouvido. Engoli em seco, sem saber como responder a isso. — A sua academia pessoal? Arrisquei dizer. — A academia do prédio fica no primeiro andar. Ele explicou, enquanto o observava estender a mão para agarrar a maçaneta da porta. — Então acho que é o seu escritório. Corrigi em dúvida. — O meu escritório fica do outro lado do corredor dos quartos. Ele respondeu. — Então, acho que você é se*xualmente doente, e anda vendo filmes demais. Gritei. Naquele momento ele abriu a porta na minha frente, ao mesmo tempo em que meu coração parou de bater. E eu não pude acreditar no que ele havia dito antes. — É o meu closet. Ele declarou ele desnecessariamente, enquanto seguia atrás de mim. — Entrar no armário? Eu sussurrei. — Entre e pegue os cabides que você precisa. Ele ordenou, virando-se e me deixando ali parado como a pessoa mais hiperse*xual da face da terra. ‎​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍
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