•20• Sophia

1201 Palavras
Ao entrar na sala de aula, avistei Arizona sentada em seu lugar habitual. Callie estava sentada atrás da loira. Eu e os meninos fomos caminhando em direção aos nossos lugares. Nos sentamos e começamos a nos preparar para o início da aula. Alguns minutos depois, Gilinsky e Derek entraram pela porta, vindo até nós. - Por que demoraram tanto? - Nate questiona, apoiando seu cotovelo em cima da mesa. - Estavam vivendo um romance por nossas costas? - Sammy pergunta, segurando um riso. Nate encara o amigo, que estava sentado ao seu lado e tenta segurar uma risada. Balanço a cabeça, sorrindo de lado. Se a maconha é o que deixava eles tão felizes assim, acho que não seria uma má ideia começar a fazer uso dela também... - Claro, Nate... - Gilinsky diz, com ironia, sorrindo de lado, colocando sua mochila em cima da mesa. - Mas não fica com ciúmes, eu gosto mais de você. - Diz, segurando um riso e indo até Maloley, fazendo um carinho em sua cabeça. - Ah... Fico tão lisonjeado com essa descoberta. - Finge limpar uma lágrima imaginária. Johnson e eu nos encaramos, com as sobrancelhas arqueadas. - Não sabia que o Nate conseguia usar um vocabulário tão sofisticado assim. - Diz e dessa vez é Arizona quem segura uma risada. Nate revira os olhos, fazendo com que Gilinsky soltasse uma risada. -Não fala assim dele... Ele é muito esperto, não é mesmo, Nate? - Gilinsky diz, segurando o rosto de Nate com as duas mãos, como se ele fosse uma criança. Nós todos seguramos o riso. - Óbvio que sou. - Nate diz, revirando os olhos e se desfazendo das mãos de G. - Inclusive, estou melhor que todos vocês em matemática e álgebra. - Sorri, olhando para Johnson. - Principalmente você, J. Quer algumas aulas pra ver se um dia você me alcança? - Arqueia uma sobrancelha, com um sorrisinho debochado no rosto. - Tá bom, vamos parar com essa discussão. - Arizona diz, forçando um sorriso. - Não queremos que fique um clima chato por aqui, não é mesmo? - Como se os dois conseguissem brigar de verdade. - Derek diz, sorrindo, se sentando. - É verdade... - Nate diz, arrumando sua postura. - Como alguém consegue brigar com o J? Olha essa carinha de bebê, esses olhinhos azuis, esse cabelo loirinho... - Diz, como se estivesse apaixonado e nós rimos. Nate suspira. - Não tem como brigar com ele. - Faz um coração, olhando para Johnson, que solta uma risada, balançando a cabeça. - É Maloley, eu também te amo. - Diz, em meio algumas risadas. - Ah, como o amor é lindo... - Sammy diz, suspirando. Alguns segundos depois, nossa professora entra na sala e começamos a aula. Algumas horas depois... Após horas de aula, finalmente estava na hora de ir para casa. Eu caminhava pelos corredores ao lado de Gilinsky e Sammy. Seguíamos para o estacionamento, onde nossos outros amigos já se encontravam. A escola estava bem mais vazia, pois a maioria das pessoas já haviam ido embora. Quer dizer, não tem como você culpar alguém por ir embora de uma escola o mais rápido possível, né? Eu mesma era uma dessas pessoas que queria sumir daqui o quanto antes. - Não aguento mais... Preciso de férias. - Sammy diz, me fazendo sorrir. - Nem me fale... Somos dois. - Digo e ele sorri de lado. - E ai, o que vão fazer agora? - Pergunta, olhando para mim e depois olhando para Gilinsky. O mesmo dá de ombros. Sammy me encara em seguida e eu faço o mesmo gesto. - Acho que só quero ir pra casa descansar um pouco... Estou louca para o final de semana. - Confesso, soltando uma risada nasalada. - Acho que eu vou pra casa também... - Gilinsky diz. - Por que? Queria fazer alguma coisa? - Questiona, olhando para Sammy, que apenas dá de ombros. - Sei lá... Estou cansado de sempre ficar em casa. - Sorrio de lado. - Por que não chama o Nate pra fazer algo? - Gilinsky pergunta e Sammy suspira. - No final de tudo, ele é sempre o único que topa participar das minhas loucuras. - Responde, fazendo que G e eu ríssemos. - Em minha defesa, suas ideias quase sempre envolvem alguma coisa ilegal, então... - Os dois se encaram. - Passo. - G solta uma risada. - Prezo pelo meu futuro. - Sammy solta uma risada nasalada. - Nós também! - Sorri, se referindo a ele e Nate. - Ah, é uma baboseira ficar medindo as coisas que fazemos. - Dá os ombros. - Somos jovens, melhor fazer alguma besteira agora e se arrepender depois, tendo algumas histórias para contar, do que ficar velho e chato. - Diz e eu solto um risada. - Ele tem um ponto nessa... - Digo, olhando para Gilinsky, dando de ombros. O mesmo me encara, como se estivesse indignado de eu ter acabado de concordar com o que Sammy havia dito. Solto uma risada. - Que foi? Não me olha assim, você sabe que ele tem um pouco de razão. - Digo, dando um cutucão em G com o braço. Ele apenas sorri. - Bom... - Sammy o encara, sorrindo de lado, ansioso pela resposta. - Ele tem um pouco de razão... - O sorriso de Sammy aumenta e Gilinsky logo se apressa a continuar seu raciocínio. - MAS... - Diz, em um tom mais alto, nos fazendo rir. - Eu não quero correr o risco de ir parar no hospital, ou acabar morrendo em uma dessas suas ideias loucas. - Sammy solta uma risada um pouco mais alta. - É você quem está perdendo... - Sammy diz, dando de ombros e G me encara com um olhar que diz "ou ganhando" e eu seguro uma risada. - Até a Soph concordou comigo. - Diz, passando seu braço por cima de meus ombros e eu solto uma risada. - Gostaria de aventurar um dia comigo e com o Nate? - Me encara, sorrindo de lado. - Wilk, não coloca a Soph no meio dos seus problemas... - G diz, um pouco mais sério e Sammy sorri, olhando para ele e me encarando em seguida. - Prometo que não vamos fazer nada tão ilegal ao ponto de fazer com que você seja presa, capturada, perseguida, quebre algum osso, faça alguma coisa que precise ir para o hospital e o mais importante de tudo, não vamos fazer nada que te leve para a cadeia. - Solto uma risada nasalada, balançando a cabeça? - Melhor assim? - Pergunta, olhando para Gilinsky. - Vindo de você? - Arqueia uma sobrancelha. - É óbvio que não. - Solta uma risada nasalada. Sammy semicerra os olhos, deixando os lábios entreabertos, como se estivesse ofendido. - Não se preocupa, Sammy... - Digo e ele me encara. - Eu confio em você. - Pisco com um olho e ele sorri. Encaramos Gilinsky, que me encarava surpreso. Dou de ombros, sorrindo de lado. Finalmente chegamos ao estacionamento, onde nossos amigos estavam todos reunidos em uma rodinha, conversando e rindo. Ficamos por alguns minutos ali com eles, depois de nos despedirmos para irmos para nossas casas.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR