CAPITULO 536

1063 Palavras

A escuridão das masmorras de Aurelia era uma entidade viva, um véu sufocante que engolia qualquer esperança de luz ou calor. O ar úmido carregava o fedor de mofo, ferrugem e desespero, impregnado nas pedras ásperas que formavam as paredes. Não havia janelas, apenas o brilho fraco e intermitente de tochas que m*l conseguiam combater as sombras. O silêncio era quebrado apenas pelo gotejar incessante de água em algum canto distante e pelo ocasional ranger de correntes. Para os habitantes do castelo acima, o dia começava com a promessa de sol e vida, mas ali embaixo, o tempo era uma ilusão, e a escuridão reinava como carcereira implacável. Naquela manhã, porém, algo rompeu a monotonia opressiva. Passos leves, quase inaudíveis, ecoaram pela escada em espiral que descia até as entranhas do cast

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