POV Grant Já faz horas. Horas sem uma palavra de ninguém. As cadeiras na sala de espera são frias, duras, de plástico, e extremamente desconfortáveis. Meus pais foram embora, prometendo voltar mais tarde, percebendo que eu preciso de espaço enquanto espero, pairando no ar, para saber se minha segunda chance de companheira, seja lá quem ela for, vive ou morre na sala de emergência. Passei uma eternidade andando de um lado para o outro, lançando olhares furiosos para qualquer um que ousasse olhar para mim, encarando com raiva as portas que se recusavam a abrir e as enfermeiras que evitavam meu olhar. Eu estava ficando louco. Tudo o que eu queria era algum conforto, algumas palavras de tranquilidade, mas até agora, nenhuma foi oferecida. Soltei um suspiro, me ajeitei na cadeira pela centési

