Me sentei em um dos banquinhos mais altos da ilha da cozinha comendo uma torrada da maneira mais mórbida que eu podia fazer. Nada parecia direito na minha cabeça, e a noite passada ainda era rebobinada várias vezes dentro dela. Eu não conseguia me decidir entre confrontar meu pai sobre minha mãe ou deixar que tudo passasse em branco. − Bom dia. – Olhei para a entrada da cozinha vendo o reverendo bem arrumado com sua maletinha em mãos. – Espero que esteja melhor hoje, princesa. Engoli em seco vendo que a sensação de nojo que me invadiu não era da torrada que eu estava comendo e sim uma repulsa pela maneira como meu pai tinha falado comigo. Eu não conseguia nem mesmo me convencer a responder seu bom dia. − Estou. – Tentei não parecer grossa ou desgostosa com algo, mas só de pensar na noit

