No dia seguinte, Isabela acordou antes mesmo do sol nascer. A insônia a consumira durante toda a noite, e seus pensamentos rodavam como engrenagens enferrujadas. Sabia que, se não agisse rapidamente, estaria perdida. Vestiu-se com a elegância calculada que sempre a acompanhava e, sozinha, dirigiu até o discreto prédio onde ficava o laboratório de Henrique Vasconcelos. Assim que entrou, o médico levantou os olhos dos papéis. — Senhora Azevedo… que surpresa. O resultado ainda não está pronto. Isabela forçou um sorriso, deslizando até a mesa dele. — Doutor, sei que está cuidando de algo muito delicado. E justamente por ser tão delicado, pensei que pudéssemos… chegar a um acordo. Henrique franziu o cenho. — Acordo? Ela tirou da bolsa um envelope pardo, pesado. Abriu apenas o suficient

