Helena caminhava de um lado para o outro em seu quarto. O espelho refletia uma mulher que já não reconhecia a si mesma: olheiras profundas, mãos trêmulas, olhar tomado pelo ódio. Desde o confronto na cobertura, sua mente não parava. “Ele escolheu ela… e o menino.” Aquela frase repetia-se como um martelo. Miguel, seu filho, estava decidido a ficar ao lado de Ana e Gabriel. E isso, para Helena, era intolerável. Não importava quanto poder tivesse perdido. Não importava que Miguel a tivesse afastado da empresa, cortado cartões, limitado sua vida a uma mesada. Ainda havia uma forma de retomar o controle. Se Ana fosse destruída pela dor, Miguel voltaria para seus braços. Na madrugada, Helena recebeu em sua mansão um homem discreto, de olhar frio, conhecido por fazer “trabalhos limpos”. Cha

