Na sala escura da mansão, Helena e Isabela trabalhavam lado a lado, como duas rainhas destronadas tentando recuperar o trono perdido. Sobre a mesa, pilhas de documentos confidenciais, contratos antigos e relatórios manipulados. — Começaremos soltando pequenos trechos. — disse Helena, com a voz firme. — Nada muito direto, apenas insinuações. O público precisa sentir que há fumaça antes de acreditar no fogo. Isabela assentiu, os olhos faiscando. — Eu já tenho contatos prontos para receber esses “vazamentos”. Jornalistas famintos por escândalo. Basta jogar as migalhas certas. — E depois? — Helena perguntou. — Depois eu vou à televisão. — Isabela sorriu, confiante. — Não como vítima, mas como denunciante. Vou me apresentar como a mulher que ousa enfrentar Miguel Castro, o homem intocável.

