A noite caía sobre a cidade quando Miguel recebeu uma mensagem inesperada. O número era desconhecido, mas o conteúdo deixou-o em alerta: "Miguel, precisamos conversar. Não é sobre negócios, nem sobre o passado. É sobre paz. — Isabela." Ele franziu o cenho, segurando o celular por longos segundos. O instinto lhe dizia para ignorar, mas a curiosidade e a necessidade de encerrar fantasmas o fizeram responder: "Onde?" A resposta veio rápida: "Café próximo ao parque. Amanhã, às 18h. Apenas nós dois." --- Na manhã seguinte, Miguel não comentou nada com Ana. Não queria preocupá-la sem necessidade. Mas Ana percebeu o semblante mais fechado do marido. — Vai sair hoje? — perguntou, ao ver que ele trocava de roupa cedo demais para um dia normal. — Reunião. — respondeu, evitando os olhos dela

