A caneta deslizou sobre o papel com um som seco. Miguel assinou a última página do contrato diante do advogado e empurrou o documento para Isabela. — Está tudo aí, como combinamos — disse ele. Isabela conferiu as cláusulas sem pressa, os lábios contornados por um sorriso quase imperceptível. No fim, também assinou. — Agora, basta cumprir — respondeu, erguendo o olhar para ele com um brilho enigmático. Helena, na poltrona de couro, acompanhava cada gesto. — Ótimo. Com o contrato assinado, já podemos dar início ao processo para o herdeiro. Miguel suspirou. — Isso será feito no meu tempo. — Não, Miguel — disse ela, firme. — Será no meu tempo. Já tenho uma clínica de confiança preparada para começar tudo em poucas semanas. Ele a fitou com frieza, mas preferiu não criar outro confronto

